Primeira Missa do Pe. Arão Mazive, E.P: como uma aurora…

O que terá sido a primeira Missa da história da Igreja? Aquele sacrossanto momento da instituição da Santíssima Eucaristia por Nosso Senhor Jesus Cristo, em que Ele, Verbo de Deus humanado, se entregava como alimento para os homens. A partir dali, inumeráveis –quase diríamos infinitas- missas seriam celebradas, renovando este seu único sacrifício.

Assistindo à primeira missa de um sacerdote recém-ordenado, esses pensamentos nos saltam à mente, e podemos assim vislumbrar um pouco esse fato.

Alguém que teve anos de preparação, estudos, oração, e que finalmente é ordenado “sacerdote eterno”. O vemos revestindo-se dos sagrados ornamentos para a celebração eucarística, depois subindo os degraus do presbitério, iniciando a missa, entoando o Gloria in excelsis Deo, até chegar ao ponto auge: a consagração do pão e do vinho.

Ele se recolhe, se inclina, diz as palavras, não sem demonstrar a emoção profunda do momento. O sacerdote tem esse poder, milagroso ao último grau, de fazer com que pelas suas palavras, Deus desça à terra, e se faça presente no altar.

É comovedor assistir essas cenas, que tantas coisas nos dizem à alma. Muito mais quando se trata do primeiro sacerdote chamado a uma vocação em um continente, imenso e vasto como o africano. Que mais dizer? É como uma aurora, em que contemplamos os primeiros fulgores do sol, entretanto sabemos que não irá parar ali, mas crescerá, iluminará mais e mais, até chegar a seu zênite do meio-dia.

Quando se dará o zênite desse novo sacerdote? Deus o sabe. Mas esse dia 14 de dezembro de 2013 ficou para a história dos Arautos do Evangelho da África. Muita coisa surgirá dele. Rezemos para que seja logo…

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2 Responses to Primeira Missa do Pe. Arão Mazive, E.P: como uma aurora…

  1. Esse foi uma dia muito especial! Recordo-o até hoje com emoção: ver o primeiro arauto do Evangelho, provindo de Moçambique, enquanto Sacerdote, elevar a hóstia e o cálice depois de ter pronunciado as sagradas palavras da Consagração. E a gentileza final do Pe. Arão de agradecer o coro que cantou na Missa, pois, conforme disse: “as músicas o tranquilizaram um tanto em relação a certa tensão que sentia antes do começo da celebração”.

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