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 A relação entre medicina e plantas é algo milenarmente conhecido. Onde
entram as obras de misericórdia?

Visitar, dar assistência e conforto aos enfermos é uma das mais necessárias obras de misericórdia aqui na África, onde uma significativa parte da população padece de alguma enfermidade e carece de recursos para se tratar e até mesmo para se deslocar até aos hospitais.
Assim,  uma iniciativa pioneira teve início na Paróquia de Nossa Senhora da Assumpção, no Bairro da Liberdade, em Maputo-Moçambique.

A frente desta benemérita obra está a Irmã Silvéria Rizzardo (Missionária Franciscana).  Na década de 90 passou alguns anos  no Brasil,  no Estado do Piauí. Lá conheceu e  desenvolveu um excelente trabalho, tratando os doentes com plantas medicinais. E, diante da realidade muito mais difícil aqui da África, resolveu se lançar a esta nova empresa. A partir desta iniciativa,  a Pastoral da Saúde a nível Arquidiocesano, com funcionamento em várias paróquias, recebeu um novo influxo. O êxito alcançado tem despertado o interesse em várias outras dioceses.
Uma considerável parte das plantas é cultivada em um pequeno espaço no
próprio Centro de Atendimento e outra parte é recolhida às vezes em
distantes locais em meio a agreste vegetação africana. O centro de atendimento funciona todos os dias da semana em duas  salas da Paróquia.

Além do eficiente tratamento prestado, uma vez por mês são trazidos os doentes – geralmente idosos -  para a participarem de uma Missa na Paróquia, já que suas condições de locomoção não permitem que possam freqüentá-la habitualmente. Assim, tendo sido tratado o corpo, não menos cuidado se presta a alma.

 

Louvores à Maria

junho 2nd, 2009

Nas tardes quentes de Maputo, vindas de várias partes da cidade, debaixo da maforeira reúnem-se para rezar à Santíssima Virgem, Cooperadores dos Arautos do Evangelho. Pedem por suas necessidades, pela Igreja, pelo mundo.

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Oferecemos a bela oração de São Bernardo, como homenagem as mães de todo mundo!

Mães em Maputo, levam seus filhos para o Batismo.

Mães em Maputo, levam seus filhos para o Batismo.

 

 

Exortação a invocar Maria, a Estrela do mar (*)


(São Bernardo 1090-1153)

E o nome da Virgem era Maria (Lc. 1,27). Falemos um pouco deste nome que significa, segundo se diz, Estrela do mar, e que convém maravilhosamente à Virgem Mãe. … Ela é verdadeiramente esta esplêndida estrela que devia se levantar sobre a imensidade do mar, toda brilhante por seus méritos, radiante por seus exemplos.

Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.

Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.

Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria.

Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria.

Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do Juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despenhar no abismo do desespero, pensa em Maria.

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.

Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dEla, não negligencies os exemplos de sua vida.

Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nEla, evitarás todo erro.

Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nadas terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás, se Ela te é favorável, alcançarás o fim.

E assim verificarás, por tua própria experiência, com quanta razão foi dito: E o nome da Virgem era Maria”.

†São Bernardo

(*) Louvores da Virgem Maria, Super missus, 2ª homília, 17 – apud Pierre Aubron SJ, L’oeuvre mariale de Saint Bernard, Editions du Cerf, Paris, Les Cahiers de la Vierge, nº 13-14, março de 1936, pp. 68-69