Procissão em Sto. Antonio do Malhangalene

A pastoral é uma das atividades que mais primam em ser desenvolvidas pelos Arautos do Evangelho em todo o mundo. O estudo, a oração, o recolhimento são feitos por eles com vistas à, unindo-se mais a Nosso Senhor Jesus Cristo, ser instrumentos mais eficazes na evangelização.

Em Moçambique estas atividades não faltam. País de grande piedade, a cada semana comemora-se alguma solenidade nas inúmeras paróquias desta arquidiocese; também não faltam os convites para que os Arautos participem com sua banda e coro, ou auxiliando na liturgia, e até mesmo fazendo alguma exposição.

No domingo 06 de julho, a convite do Pe. Inácio, pároco da paróquia de Santo Antonio do Malhangalene, aos cuidados dos padres do Verbo Divino, comemorou seu jubileu. Uma belíssima missa deu início às festividades, onde pôde-se admirar um coro magnífico, capaz de competir com os melhores do país. Seguiu-se a procissão com a imagem do padroeiro, acompanhada pelos celebrantes principais da solenidade: o Bispo auxiliar de Maputo, Dom João Carlos, e o bispo emérito Dom Januário, primeiro pároco desta paróquia, seguidos dos sacerdotes verbitas, de muitos religiosos e religiosas e de grande número de fiéis.

Esta cerimônia faz-nos pedir a Deus que proteja a Igreja de Moçambique, dando a ela contínua expansão e crescimento.

Corpus Christi em Maputo, em Roma e no mundo

Deus é infinitamente poderoso, mas não nos pode dar mais;

é infinitamente sábio,mas não sabe nos dar mais;

é infinitamente rico, mas nada mais tem para nos dar, 

porque, na Sagrada Comunhão, Ele Se tem dado todo a nós.

(Santo Agostinho)

 

Maravilhoso pensamento de Santo Agostinho. Realmente, imaginemos alguém que tivesse convivido com o Divino Mestre, e O visse  ser elevado aos Céus, no dia da Ascensão… bem poderia suplicar-lhe instantemente que não abandonasse os homens.

De fato, ele não nos abandonou: permanece conosco na Sagrada Eucaristia.

O mundo católico celebrou há poucos dias a festa do Santíssimo Corpo de Cristo, a secular procissão de Corpus Christi, ainda conhecida mais popularmente como “festa do Corpo de Deus”. Em Maputo, Moçambique, os Arautos do Evangelho participaram ativamente da procissão arquidiocesana presidida por sua Excia. Revma. Dom Francisco Chimoio, OFM, Arcebispo de Maputo, tocando as músicas em louvor ao Jesus Sacramentado, às quais foram acompanhadas com muito entusiasmo pelo público, religiosos e clero local, etambém organizando o som para toda a longa e concorrida procissão.

Em Roma, como é feito há anos, os Arautos do Evangelho abriram a procissão de Corpus Christi realizada na Cidade Eterna. No fim desta o Papa Francisco esteve presente para a benção.

Não nos deteremos em relembrar aqui as razões históricas e o nascimento desta festa, que deve ser já conhecido por muitos, mas em analisarmos um ponto: em meio à confusão que domina este mundo, não é belo, até diríamos comovedor, saber e constatar que em todas as cidades do mundo, nos quatro continentes da terra, desde a África até a América, houve uma manifestação de fé e entusiasmo religioso como é uma procissão com o Santíssimo Sacramento?

Alguém sem fé tomaria por ridículo tanta pompa para o que ele pensa ser um pedaço de pão branco. Mas ele mesmo deveria inclinar-se e admitir que se, para milhões de pessoas, há tanto respeito, tanta adoração, que pode ser levada até o desejo do sacrifício e do holocausto por amor a isso que ele despreza, é porque essa religião é verdadeira, e a única solução para os males modernos.

Pensemos nisso; ajudará a fé de muitos que podem estar enfraquecidos na sua convicção acerca da santidade e incorruptibilidade da Igreja, e fortalecerá ainda mais os que não se deixam abalar pelas dúvidas.

Que alegria proclamar a nossa fé!

 

Um dom mais precioso que o ouro ou qualquer riqueza: a fé. Para aqueles que a possuem, e reconhecem seu inestimável valor, sentem em si a alegria e a serenidade de que, pussuindo-a, nada lhes poderá fazer mal, pois esse é “seu repouso, sua rocha, seu refúgio, sua proteção e segurança”,como cantam tão belamente as Escrituras Sagradas.

Por ela,  milhares de pessoas chegaram ao absurdo –para os olhos humanos- de entregar a própria vida, para não perdê-la. E por ela, o que ainda existe de verdadeira alegria em nosso mundo, no qual grassam tantos males, ainda vive.

É por isso que ao vermos nas ruas uma procissão que passa, ou quando participamos de uma, nosso coração enche-se de contentamento. Estamos proclamando o maior tesouro que Deus nos deu, com o nosso batismo.

Vimos aqui em Moçambique, no dia 27 de outubro, uma dessas manifestações de fé e alegria: centenas de pessoas encheram as ruas da cidade de Maputo para comemorar o encerramento do ano da fé.Sua Excia. Revma. Dom João Carlos Hatoa Nunes, presidiu a procissão e a Missa. Muitas paróquias estiveram reunidas: Sagrada Família da Machava, Nossa Senhora do Livramento de T3, Nossa Senhora da Assunção da Liberdade, Santa Teresinha de Liqueleva, entre outras. E os Arautos do Evangelho, que animaram com sua banda a solenidade, puderam também participar desse júbilo.

Visita aos portugueses na África do Sul

No último domingo 25 de agosto, os Arautos de Moçambique estiveram na Paróquia Santo Antonio, em que se reúne a colônia portuguesa residente na África do Sul, a fim de participar da procissão do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

Como em sua terra natal -a Ilha da Madeira- comemora-se esta solene data, por um especial privilégio, não  junto com a Igreja Universal, mas no último domingo de agosto, época em que as condições climáticas são mais propícias a essa augusta procissão, a dita comunidade assim o faz em Johannesburg, capital da África do Sul.

É encantador ver logo ao chegar, o costumeiro zelo lusitano pelas coisas da fé, demonstrado nos belos tapetes de pétalas, nos enfeites que cobriam todo o pátio externo da Igreja,bem como no cuidadoso e impecável arranjo de flores e tecidos que ornamentavam o interior do recinto sagrado.

O Diác. Arão Mazive, EP, assitiu no altar ao Revmo. pároco, Pe. Lemos, e os Arautos do Evangelho participaram  com sua orquestra, assim como seus cooperadores sul-africanos, da procissão que percorreu o pátio da Igreja, no qual via-se senhores e senhoras de respeitável idade, jovens e crianças da gloriosa península louvando e adorando ao Divino Redentor que fez-se alimento para nossa salvação.

Pôde-se contemplar o quanto essa nação, tão brilhante pelas navegações que fizeram a Igreja católica difundir-se pelo novo mundo, na América, na África e mesmo nas Índias, guarda ainda o vigor e o viço dessa mesma fé em si, cumprindo dessa forma o que a Santíssima Virgem prometeu em Fátima:

“Portugal consevará a fé!”