Vinde, Maria, e reinai sobre Moçambique!

Quem não se sentiria honrado em poder receber em sua casa uma rainha? E ainda mais, poder coroá-la dentro da própria casa, oferecendo esse gesto como pedido de proteção e amparo? Muito mais ainda se esta rainha não fosse uma soberana qualquer, mas a rainha dos homens, dos anjos, do universo e do próprio céu!

Ora, ensina o glorioso santo mariano São Luis Maria Grignion de Montfort que “Maria é a Rainha do céu e da terra, pela graça, como Jesus é o Rei por natureza e conquista. Ora, como o reino de Jesus Cristo compreende principalmente o coração ou o interior do homem, conforme a palavra: “O reino de Deus está no meio de vós” (Lc 17, 21), o reino da Santíssima Virgem está principalmente no interior do homem, isto é, em sua alma, e é principalmente nas almas que ela é mais glorificada com seu Filho, do que em todas as criaturas visíveis, e podemos chamá‑la com os santos a Rainha dos corações” (Tratado da Verdadeira devoção à Ssma. Virgem, n.38).

Bem aventurados aqueles que se colocam sob a realeza de Maria, a mais santa e mais bondosa das soberanas! Que maravilha fazer-se seu súdito!

E essa maravilha foi realizada na Paróquia de Nossa Senhora da Assunção, no bairro da Liberdade. Os revmos. Sacerdotes da Consolata, Pe. Fábio e Pe. Tavares, assentiram que os Arautos do Evangelho levassem a imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria e fosse solenemente coroada nas duas missas dominicais do dia 11 de maio, antecipando assim a comemoração da aparição de Nossa Senhora em Fátima no dia 13 de maio de 1917.

O público presente externou todo o seu amor pela Mãe de Deus e Rainha dos corações, com brados, cânticos e gestos de devoção junto a sua imagem após o término de ambas missas, celebradas pelo Revmo. Pe. Arão Mazive, EP.

Agradeçamos a Deus por ter dado ao povo moçambicano esse filial afeto para aquela que é a “Consoladora dos aflitos, refúgio dos pecadores a auxílio dos cristãos”, sinal evidente da enorme predileção de Deus por ele!

Ordenado o primeiro sacerdote moçambicano dos Arautos do Evangelho

“As longas esperas prenunciam as grandes graças”, dizem os santos. Realmente, quanto mais tempo Deus demora em atender um pedido, mais será Ele generoso em no-lo conceder. De nossa parte, cabe desejar e rezar com mais fervor, sem desanimar.

Assim foi com o apostolado dos Arautos na África: há quantos anos foi plantada a semente, e quantas foram as orações para que seus frutos, que já não eram escassos, redundassem em um grande fruto, quase diríamos uma flor: um sacerdote arauto, filho de terras africanas.

E esse dia chegou, talvez como um presente de Natal antecipado para Moçambique e  para os Arautos do Evangelho. No último dia 12 de dezembro, solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira das Américas, foram ordenados 12 novos sacerdotes da Sociedade de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli, e dentre eles estava o Pe. Arão Otílio Gabriel Mazive, o mais antigo membro da comunidade na África.

A cerimônia teve lugar na Basílica Menor de Nossa Senhora do Rosário, situada no Seminário Maior dos Arautos do Evangelho em Caieiras, Brasil, e todos os presentes puderam presenciar o belíssimo rito, repleto de simbolos e significados, em que os Diáconos são configurados a Nosso Senhor Jesus Cristo, tornando-se capazes de operar “in persona Christi” os sacramentos.

O Bispo ordenante, Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo emérito da diocese de Lorena, exortou diversas vezes aos neo-sacerdotes a que permanecessem fiéis ao ministério que receberiam, sublime dádiva que Deus lhes concedera para o bem da Igreja e dos fiéis católicos.

Peçamos nesse Natal ao Menino Jesus, a sua Santíssima Mãe e a São José por esse novo sacerdote, a fim de que seja suas mãos, agora ungidas com o santo óleo, possam atrair as benção do céu para nosso continente, celebrando missas, perdoando pecados, atendendo os enfermos, enfim, ateando o fogo do amor de Deus a todas as almas que lhe estão destinadas em sua missão.

 

 

 

Evangelizando as comunidades de Moçambique

Ao estudarmos o organismo humano, vemos algo que só poderia ter sido excogitado por Deus: é ele constituído por células, que agrupando-se em várias formas e conjuntos, resultam no harmonioso palácio onde habita a alma humana, o corpo, com todos os seus orgãos, membros e articulações.

Também ocorre isso na Igreja. Esse imenso corpo que se estende por todas as vastidões da terra, e conta atualmente com nada mais nem menos que 1 bilhão e 200 milhões de adeptos, forma pequenos organismos e conjuntos que dão a sua vida. Entre outras, podemos nomear as comunidades, nome pelo qual já nos Atos dos Apóstolos vemos os pequenos núcelos da Igreja serem nomeados.

Não é pequena a importância desses pequenos orgãos no rebanho de Cristo, por isso o clero e os missionários sabem quanto devem se esforçar para solidificá-los.

Os Arautos do Evangelho tem a feliz oportunidade de colaborar com esse trabalho em Moçambique, percorrendo diversas comunidades da Paróquia Sagrada Família da Machava, na qual está situada sua residência, bem como em outras comunidades. Nas fotos podemos ver o Diác. Arão Mazive, EP, em meio à sorridente  comunidade São José Matola Gare, após uma celebração da Palavra por ele realizada, fazendo o sermão na crescente e promissora comunidade São Pedro e São Paulo, e ainda distribuindo a comunhão na comunidade São Vicente, da mesma Paróquia.

 

Dom João Carlos inicia visita pastoral na Machava

 

Na terça-feira dia 01 de outubro, em que comemoramos a memória de Santa Teresinha do Menino Jesus, o Exmo. Dom João Carlos Hatoa Nunes, Bispo auxiliar de Maputo, deu início à visita pastoral na Paróquia da Sagrada Família, na região da Machava.

Foi recebido pelos fiéis da Sede paroquial com muito calor e afeto, abençoando a todos os que o aguardavam fora da Igreja e dirigindo-se à Santa Missa, na qual, com uma brilhante homilia, recordava que a visita pastoral procede do início da Igreja, quando já o apóstolo São Paulo visitava suas recém-fundadas comunidades para acompanhar seu desenvolvimento na fé.

Com espírito organizador e transparente, dizia ele que deixaria todo o seu pensamento sobre a visita pastoral em folhetos escritos, que ele próprio, com a dedicação própria de um excelente pastor, prepara.

Após a missa o Bispo reuniu-se com o conselho pastoral da Paróquia, e com uma magistral exposição, expôs aos presentes todo o itinerário da Igreja Católica em Moçambique, desde a colonização portuguesa até nossos dias, apresentando-lhes as diversas formas de pastoral implementadas pela Igreja local a fim de atender as necessidades do tempo.

 De maneira muito pastoral, pediu aos diversos representantes das comunidades e setores paroquiais que transmitissem quais as necessidades e dificuldades da Paróquia, a fim de que ele pudesse orientar a todos durante sua visita. Lembrando, porém, que a paróquia é um conjunto, e a solução dos problemas de uma comunidade poderá surgir em outras, sendo necessário um constante inter-relacionamento entre todos.

Explicava que ele, como Bispo, dá sempre a solução dos problemas debaixo de um prisma eclesial, inserindo a situação no espírito da Igreja e na vocação do fiel. Dando o exemplo do dízimo, dizia quanto pode-se estimular os paroquianos a contribuir com sua paróquia não para poder ver aquilo que fez contribuindo, mas oferecendo sua doação como oração e sacrifício a Deus, independentemente do que pensarão os outros ou do que farão com o dízimo.

Os Arautos do Evangelho, que com o sacerdote, o diácono e os irmãos da Congregação, têm auxiliado em diversas ocasiões e formas a Paróquia da Sagrada Família, também estiveram presentes tanto na missa quanto na reunião com Dom João Carlos.

O desabrochar da Igreja Católica em Moçambique

       Tudo teve sua gênese de modo tão incipiente, qual um grão de mostarda! E ninguém, naqueles remotos tempos em que a primeira semente do Cristianismo fora lançada no solo moçambicano, poderia suspeitar o seu desenvolvimento e  a sua máxima expansão nos instantes atuais.

         Corria o ano da graça de 1498 em que os intrépidos portugueses: o navegador  Vasco da Gama, acompanhado por alguns frades e capelães, que seguiam nas naus singrando  os mares em busca das terras firmes da Índia, e entre as intempéries e as incertezas que, em diversas ocasiões foram  os seus companheiros, escrevia Deus sem sinuosidade o destino da Igreja de Moçambique nos seus primórdios, tendo como seu marco inaugural a celebração Eucarística, em Latim, no dia 11 de Março do ano acima referido, na Ilha de São Jorge, junto à Ilha de Moçambique. Não consta que a evangelização propriamente dita começasse imediatamente a seguir à celebração da primeira Missa, porém, estava lançada a primeira semente…

      Em Goa, o jesuíta Pe. Gonçalo da Silveira, depois de ouvir falar de contatos feitos com a corte do Monomotapa e com o rei de Tonga, em Inhambane, ofereceu-se para trabalhar em Moçambique. Aos dias 5 de Fevereiro de 1560, juntamente com os companheiros Pe. André Fernandes e Irmão André da Costa, chegaram a Moçambique. Aqui foram batizadas cerca de 300 pessoas.

       Em 1577 chegaram à Ilha de Moçambique, vindos de Goa, os Dominicanos. Construíram na Ilha um convento e, a partir daqui, alargaram a sua ação até Sofala, Sena e Tete. Os Dominicanos iam, também, rezar a Missa à Cabeceira, lugar de terra firme em frente da Ilha de Moçambique, onde ainda hoje se pode apreciar um templo em estilo indo-português. Por seu turno, em 1607, o Monomotapa Gasse Lucere – monarca de Moçambique na época – na sequência de um tratado de amizade, pedia missionários ao rei de Portugal para evangelizarem as suas terras. Desta feita registou-se um tal fluxo de graças que culminou nos dias actuais: com a Igreja alicerçada em todo Moçambique! Como corolário disso, pode-se dizer que, está instaurada a civilização, posto que a Igreja é a detentora do bem, do belo e da verdade, e onde Ela se faz presente, comunica o bom odor de Jesus Cristo que é o real sentido da vida. Como agradecer a Portugal pelo indescritível tesouro que nos deixaram: A Igreja!

 

 

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Apelo às missões!

Hoje escrevemos aos estimados visitantes de nosso blog para chamar-lhes a atenção acerca de algo muito importante: quantas vezes o senhor, a senhora ou você, jovem ou moça que lêem estes artigos, preocuparam-se pelas missões na África? Já rezaram ao menos uma Ave-Maria por aqueles homens e mulheres, sacerdotes, religiosos e religiosas que abandonaram sua pátria e sua famílias para levar os benefícios da Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana a esses povos que ainda iniciam seu caminho rumo à conversão e à edificação de uma civilização Católica?

Bem, se já rezaram, agradecemos-lhe de coração e damos os nossos parabéns; se ainda não pensaram, ou não rezaram, terão hoje uma bela oportunidade, lendo o que se segue:

Um dos missionários dos Arautos do evangelho em Moçambique, proveniente do Brasil sempre teve muito apreço a um ensinamento teológico que afirma que Nosso Senhor Jesus Cristo teria padecido tudo quanto padeceu na Paixaõ para salvar uma alma somente, que necessitasse desse resgate. Por outro lado, Mons. João S. Clá Dias,EP, seu Fundador, na formação de seus filhos espirituais, em suas homilias e conversas, constantemente inculca a compenetração de como devem ter o máximo empenho pela salvação das almas, como vemos nesses seus comentários à parábola do bom pastor:

“É um aspecto fundamental a ser tratado na liturgia de hoje: as noventa e nove que perseveram; as nove que restaram. E isto para nós é fundamental uma vez que nossa vocação é de salvar tudo e o todo, tudo e todos. E, portanto, noventa e nove mais um. Nós queremos cem. Nove mais uma. Queremos dez. Queremos tudo! Nada de deixando as noventa e nove e as nove por si; quando nós voltamos tem sete, ou tem setenta. Não, nós queremos a que saiu, e mais todas que ficaram”.[1]

Talvez esse jovem arauto nunca tivesse compreendido bem esta oração, nem estas palavras de seu fundador, se não tivesse acontecido com ele o que aconteceu: após um longo período de auxílio pastoral em diversos lugares do Brasil, foi chamado pela voz da obediência a ir evangelizar, desta vez mais longe:na África!

Portanto, esse artigo tem como escopo levar àqueles que o lerem a voltarem seus olhos para esse continente para o qual Deus reserva um desígnio, promete um futuro promissor, cheio de bençãos, se almas houverem que rezem por ele, preocupem-se com ele, e por que não? Se lançem na gloriosa tarefa de evangelizá-lo. Assim como desejava São Francisco Xavier, conforme escrevia a seu pai espiritual, Santo Inácio, estando a evangelizar na Índia:

“Veio-me muitas vezes ao pensamento ir pela academias da Europa, paricularmente a de Paris, e por toda parte gritar como louco e sacudir aqueles que têm mais ciência do que caridade, clamando: ‘oh! Como é enorme o número dos que, excluídos do céu, por vossa culpa se precipitan nos infernos!’Quem dera que se dedicassem a essa obra com o mesmo interesse com que se dedicam às letras”[2].

Tão ardoroso foi o desejo do santo, tão convincente essa verdade por ele proclamada, que de fato, sua missiva chegou a ser reproduzida em diversas universidades da Europa, e com isso floresceram inúmeros evangelizadores para o auxílio do padroeiro das missões[3].

Se Nosso Senhor disse que “haverá maior júbilo no céu por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que perseveram” (Lc 15, 7), qual não deve ser o empenho de todos os católicos em converter esses milhares de belas almas africanas, que esperam e anseiam a que venham pastores e mestres que as auxiliem e instruam?

As respostas para todas essas perguntas, deixaremos para o coração de cada leitor, que se julgar oportuno, poderá nos fazer partícipes delas…


 

[1]CLÁ DIAS, João Scognamiglio. Deus como que se inebria em salvar-nos. Não lhe ponhamos obstáculos. Homilia 5 Nov. 2009 (Arquivo ITTA-IFAT).

[2] XAVIER, Francisco. Carta a Santo Inácio de Loyola .In: Liturgia da Horas. São Paulo: Vozes, 1999. Vol. I, p. 1028.

[3] Cfr. DUFOUR, Xavier Léon. San Francisco Xavier- Itinerário místico del apóstol. Burgos: Mensajero, 1998. p. 44-45.

 

A música: instrumento de evangelização na África

A música conhecida basicamente como sendo a expressão de sentimentos através de sons, é das artes mais praticadas em todo o orbe.

Seu início se perde na antiguidade mas actualmente alcançou tal importância no quotidiano humano que bem pode se afirmar ser a vida do homen ritimada por ela. Adaptada a cada campo em que é aplicada dá o devido esplendor a todo tipo de evento.

A santa Igreja valeu-se também da música nas suas liturgias e cerimónias. De grande utilidade tem ela também sido para os Arautos do Evangelho, em África, nas suas atividades apostólicas.

 Atualmente com um contigente de vinte menbros, a Sede dos Arautos do Evangelho – no bairro Nkobe, Matola – tem acolhido vários jovens e adolescentes aspirantes para os quais não falta o ensino da música. Até mesmo seus familiares têm de lá se aproximado para participar duma Missa animada pelo grupo coral da mesma instituição.

Ora, o apostolado dos Arautos do Evangelho através da música não se circunscreve apenas em seus muros, mas tem atendido a várias solicitações pastorais como procissões, celebrações Eucarísticas, em eventos socias e até em colégios com o projeto Futuro e Vida.

O apreço pela música sacra para os Arautos do Evangelho não brota apenas do desejo de se habilitar numa arte de renome internacional, mas para atender o que o Salmista diz: “ louvai o Senhor com a cítara, na harpa de dez cordas salmodiai! Cantai-lhe um cântico novo!”(sl 32, 2.3).  Embora seja a música um dos veículos para o Apostolado dos Arautos, seu fim é algo que transcede a pura harmonia de sons. Tanto a banda quanto o coral visam levar a mensagem do Evangelho, o modo de viver segundo Nosso Senhor Jesus Cristo. Aliás, o grande Santo Agostinho comentando o trecho do salmo acima mencionado dizia: Cante o cântico novo não a língua mas a vida”.

 

Por Tiago Machaieie

A imagem peregrina na África do Sul

Nossa senhora, em seu inspirado cântico do Magnificat (Lc  1, 46) predisse que todas as geraçãos a proclamariam Bem Aventurada, tantas foram as maravilhas realizadas por Deus em sua pessoa.

Para aqueles que são chamados a servir a Igreja nas missões, é verdadeiramente tocante presenciar o cumprimento dessas palavras da Santíssima Virgem. Não há país, rincão, cidade, casa, poderíamos até mesmo dizer pessoa em que a Virgem Maria passe e não deixe seu suave perfume de bondade e paz. Isso presenciam os Arautos diariamente.

Uma das formas através das quais os Arautos do Evangelho promovem a evangelização tão insistentemente pedida pelos Papas para o mundo de hoje, é a propagação da devoção a Maria. E seus resultados sempre são excelentes, pois certo é que dito trabalho muito  agrada a Deus, que quis fazer-Se filho Dela.

No domingo 25 de agosto, estiveram os missionários na paróquia São Hulberto, em Alexandria, bairro de Johannesburg, na África do Sul. A pedido do pároco, o Revmo. Pe. Ronald Cairns, O.M.I., levaram eles a imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria, a fim de ali realizarem a cerimônia de coroação de Nossa Senhora em duas missas dominicais, das 8:00 hs e das 10:30 hs.

Assim foi feito, com toda a pompa: orquestra, incenso,inúmeros coroinhas que circundavam o altar, e a assistência do Revdo. Diác. Arão Mazive, EP, à missa. Não deixou de impressionar aos missionários que viajaram 8 hs de Moçambique a Johannesburg a devoção e a piedade dos fiéis em ambas as missas, igualmente repletas de tal forma que muitas pessoas estavam fora da Igreja.

O padre celebrante consagrou toda a sua paróquia, jovens, famílias e atividades, ao Sapiencial e Imaculado Coração de Maria, e no sermão exortou a seus fiéis que buscassem crescer na devoção à Mãe de Deus, e pela intercessão Dela, procurassem, conforme as palavras do evangelho do dia, a “entrar pela porta estreita dos sofrimentos, do cumprimento à Lei de Deus e dos deveres, que nos leva ao céu”, e a“fugir da porta larga que nos conduz ao inferno: os prazeres ilícitos, a imoralidade, o esquecimento e relaxamento na prática da religião e dos mandamentos”.

Após a Santa Missa, todos os fiéis aproximaram-se da imagem para venerá-la e fazer seus pedidos Àquela que é a Medianeira Universal de todas as graças. Têm eles a certeza de que, se Deus quis servir-se de Maria para a Encarnação de seu Filho, e, por conseguinte, para a salvação do mundo pela sua Paixão, é também através Dela que impetrarão dos céus aquilo de que precisam para a salvação de suas almas.

Afinal, “quem honra a Mãe, honra o Filho”, diz o ditado. E se alguém tiver dúvida disso, abra o evangelho e ali encontrará a resposta para suas interrogações: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo… encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo,” (Lc 1, 28) Ou ainda: “Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?”(Lc 1, 41)

Sejamos devotos de Maria, e não estaremos nos afastando de Jesus, mas muito pelo contrário, unindo-nos mais a Ele e honrando-O com mais perfeição.

Visita aos portugueses na África do Sul

No último domingo 25 de agosto, os Arautos de Moçambique estiveram na Paróquia Santo Antonio, em que se reúne a colônia portuguesa residente na África do Sul, a fim de participar da procissão do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

Como em sua terra natal -a Ilha da Madeira- comemora-se esta solene data, por um especial privilégio, não  junto com a Igreja Universal, mas no último domingo de agosto, época em que as condições climáticas são mais propícias a essa augusta procissão, a dita comunidade assim o faz em Johannesburg, capital da África do Sul.

É encantador ver logo ao chegar, o costumeiro zelo lusitano pelas coisas da fé, demonstrado nos belos tapetes de pétalas, nos enfeites que cobriam todo o pátio externo da Igreja,bem como no cuidadoso e impecável arranjo de flores e tecidos que ornamentavam o interior do recinto sagrado.

O Diác. Arão Mazive, EP, assitiu no altar ao Revmo. pároco, Pe. Lemos, e os Arautos do Evangelho participaram  com sua orquestra, assim como seus cooperadores sul-africanos, da procissão que percorreu o pátio da Igreja, no qual via-se senhores e senhoras de respeitável idade, jovens e crianças da gloriosa península louvando e adorando ao Divino Redentor que fez-se alimento para nossa salvação.

Pôde-se contemplar o quanto essa nação, tão brilhante pelas navegações que fizeram a Igreja católica difundir-se pelo novo mundo, na América, na África e mesmo nas Índias, guarda ainda o vigor e o viço dessa mesma fé em si, cumprindo dessa forma o que a Santíssima Virgem prometeu em Fátima:

“Portugal consevará a fé!”

Moçambique celebra a Assunção de Maria

No último domingo, dia 18 de agosto, a Paróquia Nossa Senhora da Assunção, no bairro da Liberdade, da cidade de Maputo, celebrou belamente a solenidade da Assunção da Bem Aventurada Virgem Maria aos céus. Centenas de fiéis lotaram a Matriz paroquial para, na Santa Missa celebrada pelo Pe. Filimone e concelebrada pelo Pároco, o  Pe. Fábio, louvar esse singular privilégio que Deus concedeu à sua dileta Mãe, de subir em corpo e alma  aos céus.

O Diác. Arão Mazive, EP, foi convidado a diaconar esta solene Missa, no fim da qual o Revmo. Pároco pediu que dirigisse à comunidade algumas palavras, por ter sido muitos anos catequista nesta Paróquia, bem como prestado diversos auxílios pastorais, como visitas a enfermos e implantação da Pastoral do dízimo, juntamente a outros arautos de Maputo, no período em que a Congregação tinha instalada nessa Paróquia sua residência. Apesar de estar agora situada em outra região da cidade, a congregação continua a ajudar esta paróquia tocando nas procissões, nas missas para enfermos, entre outras atividades.

Dessa forma, o Revmo. Pe. Fábio quis também apresentar a toda a comunidade o Neo- Diácono, primeiro moçambicano dos Arautos do Evangelho a ser ordenado. Todos ansiavam por este momento, entre os quais muitos cooperadores dos Arautos do Evangelho,e fizeram uma longa fila para cumprimentar pessoalmente o reverendo visitante.

O dogma da Assunção de Maria aos céus foi proclamado pelo Papa Pio XII, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, do dia 1º de Novembro de 1950, no qual declara que “depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.

 

Louvores à Maria

Nas tardes quentes de Maputo, vindas de várias partes da cidade, debaixo da maforeira reúnem-se para rezar à Santíssima Virgem, Cooperadores dos Arautos do Evangelho. Pedem por suas necessidades, pela Igreja, pelo mundo.

 

 

15 anos do ISMMA

O Instituto Superior Maria Mãe da África  fundado há quinze anos  desenvolveu até aqui um importante papel no ensino superior de Moçambique. Criado para formar religiosos, religiosas e agentes pastorais, o ISMMA acabou abrangendo toda a população e hoje e uma referencia no mundo universitário moçambicano. Para  esta memorável comemoração vieram até Maputo as duas primeiras diretoras, que juntamente com a atual diretora foram homenageadas. “Por estas frágeis  mãos, hoje nos temos uma solida instituição. Tudo começou com uma pepita (Referencia a primeira diretora, (Ir. Pepita) passou pela caridade (referencia a ir. Caridade, segunda diretora) e hoje temos a ponte para o futuro (referencia a atual diretora, Ir. Everly Ponte). O solene ato ocorreu no Centro Cultural Universitário da Universidade Eduardo Mondlaine, onde afluiu numeroso publico, alunos e autoridades.

Instituro Superior Mãe da África
Instituro Superior Mãe da África

    

  Corte do tradicional bolo de aniversário, nos jardins do IMAS.

Uma esperança no Continente da Esperança

Após quase dez horas de viagem, deixando para trás o avermelhado deserto na Namíbia o avião aterrisou em terras moçambicanas. A emoção era forte. Pela primeira vez encontraríamos o pujante grupo de Arautos do Evangelho em terras de missão…

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Khanimambo!!!

Festa do Papa: Nunciatura Apostólica Moçambique

 


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Fanfarra dos Arautos executa o Hino Pontifício

Anualmente é organizada uma festa, pela Nunciatura Apostolica, para comemorar a data eleição do Papa. Os Arautos do Evangelho estiveram em várias, no pontifícado de SS Joao Paulo II e no atual em homenagem a SS Bento XVI. Neste ano somou-se a uma muito importante para a historia da Igreja em Mocambique: 20 anos da visita de SS Joao Paulo II a Mocambique. O Nuncio Apostolico, D. Jorge Panikulan neste ano nao econimozou esforcos para que o Presidente da Republica de Mocambique, Armando Emilio Guebuza, estive presente. Por este motivo foi antecipada a data de 16 de abril para Missa Solene no dia 6, na Catedral e dia 8 a recepção na Nunciatura. Estiveram presentes todos Arcebispos e Bispos de Mocambique. Também os superiores de algumas ordens religiosas: Salesianos, Carmelitas, Orionitas, Franciscanos, Sacramentinos, etc. O presidente da República e Primeira Dama, Da. Maria da Luz Guebuza, a Primeira Ministra, Da. Luiza Diogo, Presidente da Assembleia, Eduardo Melenbwe e esposa, Ministra da Justica, Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Enias Comiche. Além do Corpo Diplomatico e inumeros outros convidados.
O ato abriu-se com a oração feita pelo Emmo. Cardeal D. Alexandre Jose Maria dos Santos, seguido pelo canto do Hino Nacional e Hino Pontificio tocados e cantados pelos Arautos do Evangelho. Segiu-se o jantar durante o qual a fanfarra dos Arautos tocou um vasto repertório. Ao final, o Presidente da Conferencia Episcopal de Mocambique, que pasou a palavra ao Aercebispo de Maputo, D. Francisco Chimoio. O Nuncio Apostolico pronunciou seu discurso e logo após o Presidente da Republica dirigiu a palavra a todos.

Núncio Apostólico e Presidente da República: Moçambique

Cardeal Arcebispo Emérito de Maputo D. Alexandre José Maria dos Santos.


 

Devoção a Maria

 

 

“Quando Maria lança suas raízes em uma alma — afirma São Luís de Montfort — maravilhas da graça se produzem. Quando o Espírito Santo, seu Esposo, A encontra numa alma, Ele se apodera dessa alma, penetra-a com toda a plenitude, comunicando-Se-lhe abundantemente”.
Não é sem razão, pois, que o Santo Padre João Pualo II afirmou ser “Maria a estrela da nova evangelização

Visitas para o jantar de Páscoa

Os Arautos do Evangelho tiveram a alegria de receber para o jantar de Páscoa em sua sede, dois amigos padres diocesanos: Reverendíssimo Pe. Jose Pinto Rabiana (de óculos), Vice Reitor do Seminario Propedeutico Cristo Rei e o Reverendíssimo Pe. Teodoro Adriano, prefeito dos alunos do mesmo seminario. A foto registra a alegria de todos pela entrada do Ovo de Pascoa enviado pelo revmo. Pe. Joao, Presidente Geral dos Arautos do Evangelho, ao toque de trompetes. O que foi vivamente aclamado por todos.

O Martírio de São Tarcísio

 

Arautos do Evangelho: Peça Teatral o martírio de São Tarcísio.
O setor artístico dos Arautos do Evangelho apresentou no sábado,Vigilia Pascal de 2008, para todos, mais especialmente para os que iam ser batizados naquela noite, o martírio de São Tarcísio. Escreve-nos o nosso encarregado em Maputo: Havia uma bênção palpavel. As máquinas nao as captaram, infelizmente.
In Domina
Jose Eduardo

São Tarcísio viveu no 4° seculo e foi um martir romano. De acordo com um poema no seu túmulo escrito pelo Papa São Damascus no 4° século São Tarcísio estava carregando a Eucaristia, para da-la aos presos cristãos nas prisões de Roma, quando ainda nas ruas foi cercado por curiosos. Preferindo a morte, a permitir a profanação dos Sagrados Sacramentos, este santo recusou–se a entregar a sua preciosa carga e foi morto por pedradas e pauladas. Ele foi enterrado no cemitério de Callixtus e suas relíquias foram reclamadas por São Silvestre. Mais tarde as relíquias do santo foram trasladadas para a Capela de Ângelo Custode em São Domenico Maggiore di Napoli, por ordem do Papa Inocêncio X, durante a guerra de 1646. Alem disto existe uma relíquia do santo na Capela do Instituto S Tarcísio em Roma, Via Appia Antica, 102.

"Luz de Cristo"

O fogo novo é abençoado em silêncio, depois, toma parte do carvão abençoado e colocado no turíbulo, coloca-se então o incenso e se incensa o fogo três vezes. Mediante este rito singelo a Igreja reconhece a dignidade da criação que o Senhor resgata.
A cera, por sua vez, é agora uma criatura renovada. Devolver-se-á ao círio o sagrado papel de significar ante os olhos do mundo a glória de Cristo Ressuscitado. Por isso se grava em primerio lugar a cruz no círio. A cruz de Cristo devolve à cada coisa seu sentido. Por isso o Cânon Romano diz: “Por Ele (Cristo) segue criando todos os bens, os santificas, os enche de vida, os abençoas e repartes entre nós”.
Ao gravar na cruz as letras gregas Alfa e Ômega e as cifras do ano em curso, o celebrante proclama: “Cristo ontem e hoje, Princípio e Fim, Alfa e Ômega. Dele é o tempo. E a eternidade. A ele a glória e o poder. Pelos séculos dos séculos. Amém”.
Assim expressa com gestos e palavras toda a doutrina do império de Cristo sobre o cosmos, exposta em São Paulo. Nada escapa da Redenção do Senhor, e tudo, homens, coisas e tempo estão sob sua potestade.
O Círio é decorado com grãos de Incenso, que segundo uma tradição muito antiga, que passaram a significar simbolicamente as cinco chagas de Cristo: “Por tuas chagas santas e gloriosas nos proteja e nos guarde Jesus Cristo nosso Senhor”.
Ocelebrante termina acendendo o fogo novo, dizendo: “A luz de Cristo, que ressuscita glorioso, dissipe as trevas do coração do e do espírito”.
Após acender o círio que representa Cristo, a coluna de fogo e de luz que nos guia através das trevas e nos indica o caminho à terra prometida, avança a procissão dos ministros. Enquanto a comunidade acende as suas velas no Círio recém aceso se escuta cantar três vezes: “Luz de Cristo”. (fonte ACI)

Vigília Pascoal

Segundo uma antiqüíssima tradição, esta é a noite de vigília em honra do Senhor (Ex 12, 42). Os fiéis, tal como recomenda o evangelho (Lc 12, 35-36), devem asemelhar-se aos criados, que com as lâmpadas acesas nas mãos, esperam o retorno do seu senhor, para que quando este chegue os encontre velando e os convide a sentar à sua mesa” (Missal Romano, pg 275).

A celebração Eucarística é o ápice da Noite Pascal. É a Eucaristía central de todo o ano litúrgico, prece de importância ao Natal ou da Quinta-feira Santa. Jesus Cristo, o Senhor Ressuscitado, nos faz participar do seu Corpo e do seu sangue, na Santa Missa.

A devoção ao SantÃssimo Sacramento, faz parte do carisma dos Arautos do Evangelho
Faz parte do carisma dos Arautos do Evangelho a Adoração ao Santíssimo Sacramento. Là, é que os Arautos Moçambicanos, haurem forças às suas diversas atividades. Là, bem junto a Jesus Sacramentado depositam suas esperanças, aflições do dia-a-dia, seus pedidos pelas mais diversas necessidades. Lá, saem com a alma transpordante de alegria para novos esforços apostólicos. E se preparam para a augusta Semana Santa que se inicia.
Saem com a alma transpordante de alegria,para novas conquistas...

Tive sede e me destes de beber…

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Os Arautos do Evangelho estiveram em visita a casa das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição. As quais exercem seu apostolado em Moçambique desde 1922. Lá estiveram para levar seu apoio através do carisma próprio a eles: Devoção a Nosso Senhor Eucarístico, a Nossa Senhora, ao Papado. Proprocionaram a todos com seus belos cânticos momentos de alegria e paz.Visita as irmãs Franciscanas Hospitaleiras