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Fotosefocos

julho 10th, 2010

As festas religiosas são comemoradas com muito fervor,  pelos católicos na capital de Moçambique, Maputo. Hinos, procissões e cerimonias que trazem às ruas relexos de uma fé viva e crescente. Na foto procissão dos ramos.

ramos

Narram às crônicas que os primeiros portugueses tendo atracado nos litorais do Índico, na costa moçambicana, depararam-se com negros que, longe de quererem usar da violência, ofereciam seus aposentos aos recém chegados.

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“Terra de boa gente”, foi a exclamação que floresceu de seus lábios, vendo-se tratados com tal hospitalidade. Boa terra para o plantio do Evangelho.  Tomando os implementos da fé, foram se adentrando por aquelas selvas, lançando as sementes da Boa Nova, constituindo assim pequenas
comunidades cristãs.

DSC02244 Seguindo os passos dos primeiros missionários, penetrando na mata,  os Padres Carmelitas trazem consigo as alfaias litúrgicas para uma muito especial Celebração. Quanto mais sulcava o areal e a erva dos caminhos; quanto mais se afastava dos bairros, aldeias e residências, próximos estavam a chegar
ao seu destino. Depois de muito penetrar naquela região inóspita, descortinou-se finalmente no horizonte uma pequena Capela. Era ali o ponto terminal.

Chegamos a Comunidade Santo Isidoro de Gumbane. De fato, essa capelinha dista cerca de 30 km da Matriz – Paróquia da Sagrada Família da Machava – sendo no conjunto das 9 capelas, a mais
afastada e em condições mais precárias.

     Hoje será uma dia muito especial na Comunidade.  Na celebração que se iniciará dentro de alguns momentos, serão acolhidos no seio da Igreja 7 novos membros através do Sacramento do Batismo.  Destes, 5 receberão a 1ª. Eucaristia e um casal celebrarão o seu matrimônio.

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     Suspendendo a cruz em um de seus ramos, a massaleira ofereceu uma generosa sombra para os participantes da cerimônia, pois o pequeno edifício não comportaria tanta gente, pois muitos eram os convidados. Aliás, inclusive  a  Banda dos Arautos do Evangelho esteve presente, acompanhando com os seus acordes a comovente celebração. Foi debaixo dessa frondosa árvore que decorreu a Missa e depois o almoço. Para esta importante ocasião, contribuíram muitos dos paroquianos que ofereceram  fraternalmente o seu valioso auxílio para proporcionar àqueles irmãos na fé um momento de alegre e inesquecível convívio. Trouxeram desde mesas e cadeiras, pratos, talheres e tudo o necessáriopara uma improvisada refeição, até as vestimentas que os novos irmãos usariam para receberem os sacramentos.
       

Um dia de muita alegria na longínqua Comunidade Santo Isidoro que sendo tão pobre, entretanto se fez rica por viver sob os ditames da Fé Católica.

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A solenidade dos Apóstolos

 

Após a fadiga fracassada, em silêncio limpavam as redes, rompido apenas pelo rumor das águas agitadas pela suave brisa matutina, quando neles pousou uma graça, abrindo-lhes as almas ao Divino Mestre que por ali passava, fazendo-lhes o convite: “Vinde e far-vos-ei pescadores de homens.” A essa voz, deixaram seus apetrechos e com grande enlevo seguiram-no. A partir desse momento, aquele que por profissão se fizera um mero pescador, por vocação foi constituído pescador de homens. Era Simão Pedro.

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Tomando-o como padroeiro e venerando-o com grande fervor, os pescadores da costa moçambicana, oriundos de Goa-India, celebraram a solenidade dos apóstolos com uma Missa, presidida pelos Padres Fransalianos, seguida de uma procissão marítima. A miraculosa imagem de São Pedro (assim chamada por apenas ela haver sido encontrada intacta de um incêndio que reduziu a cinzas a sua antiga capela) com um pouco mais de 15 cm de altura, foi transladada de seu nicho e repousada em um andor artisticamente ornado de belas flores.

 

Portado pelas figuras mais representativas dentre os goeses, foi o andor conduzido em uma pequena procissão ainda em terra firme, até onde estavam atracados os barcos enfeitados de coloridas bandeirinhas. Constituiu-se uma espécie de nau capitânia, unindo três barcos lado a lado. Aí foi instalado o andor. Seguido por vários barcos de tamanha inferior, o bloco singrou até certa distância da margem. A essa altura do mar, foi atirada uma coroa de flores às águas, em memória dos pescadores que sucumbiram tragados pelas ondas do oceano durante o exercício da pesca.

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 Aspergiu-se com água benta todos os barcos e levantou-se ao alto os pedidos de proteção por todos que seguem o mesmo ofício, pela intercessão daquele que também o era, até antes de se tornar o pescador de homens. Consumada a parte mais solene da cerimônia, todos os barcos, dos maiores aos menores, num verdadeiro alvoroço, tornaram-se alvo de observação de uma grande multidão que se encontrava na margem a assistir o suntuoso desfile.

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De volta à Capela, continuou a programação que terminou com o canto da Ladainha, como desfecho a chave de ouro de um dia vivido sob as bênçãos de São Pedro.