Arautos em Camarões

Do dia 1º ao 22 de outubro, a imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria percorreu as terras do país de Camarões, levada por três membros dos Arautos do Evangelho. Como sói acontecer com a presença virginal da Mãe de Deus, uma chuva de graças fez-se sentir em todos os povoados, paróquias, Igrejas, escolas e casas onde ela esteve presente.

No itinerário da peregrinação, foi visitada uma Paróquia de Nanga Eboko, onde vivem terciários dos Arautos do Evangelho, com um entusiasmo sem fim da parte dos fiéis. Logo depois, na Diocese de Mamfe, apesar do tardio horário em que chegou a imagem, sacerdotes e povo receberam a Virgem Maria de braços e coração abertos, com cantos, danças, procissão, orações e muito fervor. É de se fazer notar que alguns fiéis precisam caminhar de 5 a 6 horas para chegar à Paróquia. Entretanto, lá estiveram com muita alegria e devoção.

Também muitos colégios desta região foram visitados, inaugurados novos oratórios e realizadas pequenas palestras dirigidas pelos Arautos sobre a devoção a Nossa Senhora.

Por fim, o Bispo de Mamfe, D. Andrew Nkea Fuanya, presidiu uma solene Celebração Eucarística na Catedral.

É muito belo ver que num país onde prepondera a pobreza e em que a Igreja Católica é tão recente – somente 100 anos de vida- a fé e a devoção a Maria dão alegria e entusiasmo a todos para caminhar nesta terra com os olhos colocados no céu.

Crescendo e se multiplicando…

Os leitores devem se recordar do Grupo de oração Santa Bakhita, que foi formado pelos Arautos em Moçambique no próprio bairro em que estão situados. Consta de várias famílias que se reúnem na casa de um de seus membros, rezam o terço diante do oratório do Imaculado Coração de Maria, e preparam sua alma para a missa dominical, lendo em conjunto a liturgia do domingo seguinte.

Em algumas ocasiões esse grupo vem à casa dos Arautos para aprofundar mais sua fé, receber cursos de formação, e quando é possível, assistir uma missa celebrada por um sacerdote dos Arautos, como vemos nas fotos. Tiveram mesmo a graça de estar com o Pe. Arão Mazive, recém ordenado, e de receber dele a primeira benção sacerdotal.

No início o grupo era pequeno, mas como tudo o que nasce da Igreja, foi e está crescendo. Lembremos que Nosso Senhor iniciou sua Igreja com doze, somente doze…

E para todos, Arautos e famílias, esse progresso é uma grande alegria, pois sabemos quanto esse continente necessita do auxílio espiritual e das bençãos da Igreja para florescer e fazer progredir tanto a nação moçambicana como as outras nações da África.

Esperamos que esse grupo seja o início de uma verdadeira avalanche de conversões e de apostolado, e com isso inúmeras almas possam ser atraídas para a Igreja Católica, beneficiadas por sua doutrina e seus sacramentos, e povoem o céu com novos santos africanos.

 

Ordenado o primeiro sacerdote moçambicano dos Arautos do Evangelho

“As longas esperas prenunciam as grandes graças”, dizem os santos. Realmente, quanto mais tempo Deus demora em atender um pedido, mais será Ele generoso em no-lo conceder. De nossa parte, cabe desejar e rezar com mais fervor, sem desanimar.

Assim foi com o apostolado dos Arautos na África: há quantos anos foi plantada a semente, e quantas foram as orações para que seus frutos, que já não eram escassos, redundassem em um grande fruto, quase diríamos uma flor: um sacerdote arauto, filho de terras africanas.

E esse dia chegou, talvez como um presente de Natal antecipado para Moçambique e  para os Arautos do Evangelho. No último dia 12 de dezembro, solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira das Américas, foram ordenados 12 novos sacerdotes da Sociedade de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli, e dentre eles estava o Pe. Arão Otílio Gabriel Mazive, o mais antigo membro da comunidade na África.

A cerimônia teve lugar na Basílica Menor de Nossa Senhora do Rosário, situada no Seminário Maior dos Arautos do Evangelho em Caieiras, Brasil, e todos os presentes puderam presenciar o belíssimo rito, repleto de simbolos e significados, em que os Diáconos são configurados a Nosso Senhor Jesus Cristo, tornando-se capazes de operar “in persona Christi” os sacramentos.

O Bispo ordenante, Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo emérito da diocese de Lorena, exortou diversas vezes aos neo-sacerdotes a que permanecessem fiéis ao ministério que receberiam, sublime dádiva que Deus lhes concedera para o bem da Igreja e dos fiéis católicos.

Peçamos nesse Natal ao Menino Jesus, a sua Santíssima Mãe e a São José por esse novo sacerdote, a fim de que seja suas mãos, agora ungidas com o santo óleo, possam atrair as benção do céu para nosso continente, celebrando missas, perdoando pecados, atendendo os enfermos, enfim, ateando o fogo do amor de Deus a todas as almas que lhe estão destinadas em sua missão.

 

 

 

Eles querem. Basta ajudá-los…

“Meu filho é desobediente”; “minha filha não gosta de estudar e vive fora de casa!”;”meus filhos nunca gostam de ir à Igreja nem ao catecismo…”; “como é difícil cuidar de criança…”; “meu filho, padre? minha filha, freira? Nunca vou ter essa alegria na família…”.

Essas são algumas das reclamações  que inúmeras vezes escutamos aqui, lá e acolá a respeito das crianças. 

Entretanto, precisaríamos nos fazer uma pergunta, franca e objetiva: o que fazemos para ajudá-las? Queremos obrigá-las a frequentar a Igreja, ou nos esforçamos para atrai-las e incutir nelas o gosto pela religião? “Uma gota de mel atrai mais abelhas que um barril de fel”, dizia São Francisco de Sales. As crianças são especiais, tem uma candura e um desinteresse que as tornam dignas de um trato diferente e mais cuidadoso que os pobres homens grandes, que muitas vezes mais pensam na terra que nas estrelas, mais no dinheiro que no céu…

Relatamos aqui uma feliz experiência que tiveram os Arautos em Moçambique: a pedido das Irmãs da Apresentação de Maria, expuseram a vida dos padroeiros das missões e da Infância Missionária, São Francisco Xavier e Santa Teresinha do Menino Jesus, para as crianças da Comunidade do Espírito Santo e de outras comunidades vizinhas, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima do Laulane. 

Poderiam pensar, pelos preconceitos que já vimos acima, que seria difícil, mais ainda por ser uma terra em que a Igreja Católica não possui raízes tão profundas; que elas não prestariam atenção, fugiriam, dormiriam… mas foi bem o contrário. Uma outra qualidade das crianças é de possuirem  muito senso religioso e muita admiração pelo que lhes é superior. Antes mesmo de iniciar a exposição, o arauto foi instado fortemente por elas a explicar ponto por ponto, até os pormenores do seu hábito e de sua Congregação, até então desconhecidas por elas.

Ao discorrer sobre a vida do santo missionário jesuíta, foram projetadas diversas fotos, e os pequenos olhos brilhavam ao ouvir as façanhas do “gigante do oriente”: batismos incontáveis, viagens perigosas, povos e mais povos convertidos por ele, a generosidade de abandonar um lindo castelo e uma luxuosa vida para seguir a Jesus… 

Ao chegarmos na tocante e admirável vida da santa carmelita de Lisieux, que marcou o mundo com a sua santidade, tão marcadamente acentuada pelos grandes desejos e pela caridade, o entusiasmo não foi menor. Viram passar diante de si, em um audiovisual preparado pelos Arautos, a casa da santa, seus pais, a réplica em pedra e a narração do marcante encontro dela com Leão XIII, para rogar ao Papa permissão de entrar no Carmelo aos quinze anos, sua exemplar vida religiosa, sua bela morte. Foi-lhes inesquecível.

Prova disso é o testemunho dado por uma menina de doze anos que, ao ser chamada pelo expositor para dizer a todos qual fora a parte do audiovisual que mais gostara,  sem titubear, disse: “o dia em que ela afinal conseguiu entrar no convento”. Quem sabe se não foi o chamado pela vida religiosa despontando na jovem alma dela, ao ver o exemplo da santa?

Após encerrar esse programa, a avidez foi ainda maior pelas lembranças distribuídas pelos Arautos: um grande e bonito calendário de Nossa Senhora de Fátima.

Os arautos saíram de lá com uma lição aprendida: as crianças –mesmo as africanas, e elas até mais do que outros povos-, querem a santidade, querem a Deus, querem a Igreja. Basta ajudá-las…

 

 

Surpresa em Namaacha!

É tocante presenciar certas manifestações do espírito religioso do povo africano. Em Moçambique, temos muitas oportunidades de contemplá-lo. Por exemplo, a afamada paregrinação ao Santuário nacional de Nossa Senhora de Fátima em Namaacha. Duas vezes por ano, nos meses de maio e outubro, ocorre uma enorme afluência de peregrinos, que para lá se dirigem, muitas vezes caminhando por mais de um dia, de suas Paróquias ao Santurário, para louvar a augusta Mãe de Deus, que baixou à cova da Iria, no ano de 1907, para premunir os homens do grande abismo no qual estava a humanidade se atirando com seus pecados, sobretudo com a imoralidade e o abandono das práticas religiosas.

Ali passam os peregrinos dois dias, nos quais rezam a Via-Sacra, o terço tão pedido pela Virgem Santíssima em Fátima, rezam diante do Santíssimo Sacramento exposto, e participam das Missas celebradas pelo Arcebispo de Maputo ou o o Bispo auxiliar.

 

Nos dias 12 e 13 deste mês, as Legionárias de Maria realizaram a sua peregrinação, com o costumeiro programa, muito repleto de bençãos e piedade mariana. Tiveram, porém, uma surpresa: a banda dos Arautos do Evangelho que sempre anima este evento estava com um cosiderável reforço, de 15 jovens aspirantes, que com seu hábito característico, engrossaram as fileiras dos instrumentos, e deram assim, um ótimo exemplo para os jovens de alegria em servir a Deus e à sua Igreja.

Sua Excelência Revma., Dom Francisco Chimoio, O.F.M., como verdadeiro e dedicado pastor, acompanhou a toda a peregrinação, rezando com o povo a Via-Sacra, palmilhando o percurso da procissão, e celebrou as Missas em ambos os dias.

Os Arautos do Evangelho estiveram também presentes na peregrinação, não somente com a banda, mas também o Diác. Arão Mazive, EP, assistiu ao Arcebispo nestes dias.

 

 

 

Santa Teresinha: na África?

“Eu pensava que havia nascido para a glória, e procurava um meio de chegar a ela quando o Bom Deus me inspirou os sentimentos que escrevo [na minha biografia].

Ele me fez compreender também que a minha glória, para mim, não apareceria aos olhos dos mortais, que ela consistiria em tornar-me uma grande santa! Esse desejo poderia parecer temerário, considerando quanto eu era [então] fraca e imperfeita, e quanto ainda o sou, após sete anos de vida religiosa.

Apesar disso sinto sempre a mesma confiança audaciosa de tornar-me uma grande santa, pois não conto com meus méritos, já que não os tenho; espero, porém, n’Aquele que é a Virtude, e a própria Santidade”

(Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, História de uma alma)

Que belas palavras de Santa Teresinha! Que desejos sublimes e ousados! Vemos que Deus não deixou de atendê-los, e mais ainda do que ela esperava, porque não apenas atingiu ela a grande santidade que almejava, mas Deus lha deu em abundância a glória para a qual se sentia chamada.

Nós, missionários em África, nos surpeendemos quanto uma humilde e desconhecida freira de um convento do interior da França possa ser tão venerada em um lugar tão distante, e tão diferente do que ela viveu. Aqui, quantas paróquias e comunidades vemos dedicadas a ela, quantas pessoas lhe rogam graças e favores.

Até mesmo as crianças querem conhecer sua vida e suas virtudes. Mostra disso é que recentemente, os Arautos do Evangelho receberam um pedido de preparar um audiovisual a respeito de sua vida para mostrar a crianças de várias paróquias de Maputo, como a Paróquia da Sagrada Família, na Machava, e a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, no Laulane, onde a catequese está aos cuidados das irmãs Pilarinas, valorosa Congregação que tem obtido muitíssimos frutos para a evangelização em terras africanas.

Vemos nas fotos as inúmeras crianças que, silenciosas e admirativas, prestam atenção no audiovisual. Após este, todas fizeram em conjunto uma oração à Santa carmelita, com um solene propósito de procurar imitá-la em todas as circunstâncias da vida, da escola, na família na Igreja. 

Sim Santa Teresinha. sua glória e sua santidade chegaram até a África!

Escravo dos africanos para sempre! – II

Damos sequência a impressionante vida de São Pedro Claver, missionário jesuíta que dedicou toda sua vida à evangelização dos negros africanos, trabalhando ardorosamente para retirá-los das trevas do paganismo e introduzir na alma deles a luz da Santa Igreja Católica, elevando-os pelos sacramentos à sublime e inigualável condição de filhos de Deus e templos da Santíssima Trindade.

Esperamos que nossos leitores apreciem esse belo exemplo, mas sobretudo auxiliem, com suas orações e seu apoio, às missões nas terras africanas.

O campo de batalha

A cidade de Cartagena constituía, nessa época, um dos pontos principais de comércio entre a Europa e o novo continente, e juntamente com Veracruz, no México, eram os dois únicos portos autorizados para a introdução de escravos africanos na América Espanhola. Calcula-se que cerca de dez mil escravos chegavam anualmente a esta cidade, trazidos por mercadores, geralmente portugueses e ingleses, que se dedicavam a este vil e cruel comércio.

Esses pobres seres, arrancados das costas da África, onde viviam no paganismo e na barbárie, eram trazidos no fundo dos porões dos navios para serem vendidos como simples objetos e finalmente destinados ao trabalho nas minas e nas fazendas onde, depois de haver vivido sem esperança, morriam miseravelmente sem o auxílio da religião.

Converter esses milhares de infelizes cativos e lhes abrir as portas do Céu, foi a missão à qual Pedro Claver consagrou toda a sua existência.

Assim, quando chegou o grandioso e esperado momento de emitir os votos solenes, pelos quais se comprometia a ser obediente, casto e pobre até a morte, assinou o documento com a fórmula que doravante seria a síntese de sua vida: Petrus Claver, æthiopum semper servus. – “Pedro Claver, escravo dos africanos para sempre”. Tinha 42 anos de idade.

O escravo dos escravos

Quando um navio carregado de escravos chegava ao porto, o Padre Claver acorria imediatamente numa pequena embarcação, levando consigo uma grande provisão de biscoitos, frutas, doces e aguardente.

Aqueles seres embrutecidos por uma vida selvagem e exaustos pela viagem realizada em condições desumanas, olhavam-no com temor e desconfiança. Mas ele os saudava com alegria e por meio de seus auxiliares e intérpretes negros – tinha mais de dez – dizia-lhes: “Não temais! Estou aqui para vos ajudar, para aliviar vossas dores e doenças.” E muitas outras frases consoladoras. Porém, mais que as palavras, falavam suas ações: antes de mais nada, batizava as crianças moribundas; depois recebia em seus braços os enfermos, distribuía a todos bebidas e alimentos e fazia- se servo daqueles desventurados.

Árdua catequese

Levando em sua mão direita um bastão encimado por uma cruz e um belo crucifixo de bronze pendurado no pescoço, saía Pedro Claver todos os dias para catequizar os escravos. Calores extenuantes, chuvas torrenciais, críticas e incompreensões até dos próprios irmãos de vocação, nada arrefecia sua caridade.

Com freqüência batia nos pórticos senhoriais da cidade pedindo doces, presentes, roupas, dinheiro e almas decididas que o auxiliassem em seu duro apostolado. E não poucas vezes nobres capitães, cavaleiros e senhoras ricas e piedosas o seguiam até as míseras moradias dos escravos.

Entrando nesses lugares, seu primeiro cuidado dirigia-se sempre aos doentes. Lavava-lhes o rosto, curava suas feridas e chagas e repartia comida aos mais necessitados. Apaziguadas as penalidades do corpo, reunia então a todos em torno de um improvisado altar, os homens de um lado e as mulheres de outro, e iniciava a catequese que ele sabia colocar maravilhosamente ao alcance da curta inteligência dos escravos. Pendurava à vista de todos uma tela pintada com a figura de Nosso Senhor crucificado, com uma grande fonte de sangue correndo de seu lado ferido; aos pés da Cruz, um sacerdote batizava com o Sangue Divino vários negros, os quais apareciam belos e brilhantes; mais abaixo, um demônio tentava devorar alguns negros que ainda não haviam sido batizados.

Dizia-lhes, então, que deveriam esquecer todas as superstições e ritos que praticavam nas tribos e lugares de origem, e lhes repetia isso muitas vezes.

Depois lhes ensinava a fazer o sinal -da- cruz e lhes explicava paulatinamente os principais mistérios da nossa Fé: Unidade e Trindade de Deus, Encarnação do Verbo, Paixão de Jesus, mediação de Maria, Céu e inferno.

Pedro Claver compreendia bem que aquelas mentalidades rudes não podiam assimilar idéias abstratas sem a ajuda de muitas imagens e figuras. Por isso lhes mostrava estampas nas quais estavam pintadas cenas da vida de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, representações do Paraíso e do inferno.

Batizou mais de 300 mil escravos

Após inúmeras jornadas de árdua evangelização, batizava-os finalmente. Para celebrar este Sacramento utilizava uma jarra e uma bacia de fina porcelana chinesa, e queria que os escravos estivessem limpos. Introduzia seu crucifixo de bronze na água, abençoava-a e dizia que agora aquele líquido era santo, e que após serem lavadas nessa água suas almas se tornariam mais refulgentes que o sol. Calcula-se que ao longo de sua vida São Pedro Claver batizou mais de 300 mil escravos. Aos domingos, percorria ruas e estradas da região chamando-os à santa Missa e ao sacramento da Penitência. Dias havia que passava a noite inteira confessando os pobres escravos. (Continua em próximo artigo…)

Por Pe. Pedro Morazzani Arráiz, EP (Revista Arautos do Evangelho, Set/2005, n. 45, p. 20 à 23). 

Santa Bakhita, o anjo africano (Fim)

Então convertida ao Catolicismo, e desejosa de abraçar o estado religioso, Bakhita foi então aceita na congregação das Filhas da Caridade Canossianas, servas dos pobres e, depois de três anos de noviciado, no dia 08 de dezembro de 1896 pronunciou os votos de castidade pobreza e obediência. Depois da profissão religiosa, nossa Irmã Bakhita foi transferida para a cidade de Schio, em outra obra da Congregação, e lá permaneceu por 45 anos, onde passou a ser conhecida como a “Madre Morena”. Irmã Bakhita era atenciosa com todos, sem distinção, desde as crianças do colégio, seus pais, sacerdotes, com suas irmãs religiosas, etc., sempre levando a todos palavras de conforto, consolo e amor incondicional a Deus Pai. Em todas as funções que exerceu, sempre colocou seu coração doce e sincero: na Igreja, na Sacristia, na portaria ou na cozinha, era tudo para todos, com seu sorriso de anjo.

        Irmã Bakhita, em sua infância na África, mesmo sem saber nada de Deus, pensava em seu coração inocente e puro, quando olhava a lua e as estrelas: “Quem será o patrão de todas estas coisas?”. Oh! Bakhita, Deus já estava te preparando para Ele! Bakhita sonhava com a conversão do povo africano e, no dia de sua profissão religiosa, rezou: “Ó Senhor, se eu pudesse voar lá longe, entre a minha gente e proclamar a todos, em voz alta, a tua bondade. Oh! Quantas almas eu poderia conquistar para Ti! Entre os primeiros, a minha mãe e o meu pai, os meus irmãos, a minha irmã ainda escrava… e todos, todos os pobres negros da África. Faça,  ó Jesus, que também eles te conheçam e te amem!”.

No ano de 1947 Bakhita adoeceu, já quase sem forças, em cadeira de rodas, passava horas em oração, em adoração e contemplação. Era o dia 08 de fevereiro de 1947, nossa Irmã Morena balbuciava: “Como estou contente! Nossa Senhora! Nossa Senhora!”. Depois de algum tempo, em seus últimos momentos, disse: “Vou devagarinho para a eternidade… Vou com duas malas: uma contém os meus pecados; a outra, bem mais pesada, contém os méritos infinitos de Jesus Cristo. Quando eu comparecer diante do Tribunal de Deus, cobrirei a minha mala feia com os méritos de Nossa Senhora. Depois abrirei a outra e apresentarei os méritos de Jesus Cristo. Direi ao Pai: ‘Agora julgai o que vedes’. Estou segura de que não serei rejeitada! Então me voltarei para São Pedro e lhe direi: ‘Pode fechar a porta porque eu fico!” Às 20 horas, irmã Bakhita entrega sua alma a Deus. O povo em grande multidão quer dar o último adeus à Madre Morena, sua fama de santidade se espalhou rapidamente e todos recorriam ao seu túmulo pedindo sua intercessão. Em 17 de maio de 1992 foi beatificada e, no dia 1 de outubro de 2000, foi elevada à honra dos altares, declarada “Santa” pelo Santo Padre, o Papa João Paulo II, sendo que o milagre que a levou a ser reconhecida como Santa, aconteceu em Santos, no Brasil. Santa Bakhita deve sempre inspirar sentimentos de confiança na Providência, doçura para com todos e alegria em servir. 

Em Moçambique, levando o evangelho através da rádio

Um verdadeiro católico não pode poupar meios e ocasiões para levar a mensagem de Nosso Senhor à humanidade; para isso deve utilizar inclusive dos meios de comunicação, transmitindo, de forma criativa e substanciosa, os ensinamentos da fé aos que os queiram receber.

Insere-se nesse contexto, o apostolado através da rádio, instrumento de notícas espalhado por todo o mundo e inclusive nas regiões mais afastadas e pobres. Tal é a sua importância que o grande Pontífice e Beato João Paulo II louvava, em sua homilia pelo cinquentenário da Rádio Vaticano, chamada “a Rádio do Papa”, os benefícios de uma rádio católica, dizendo-lhes:“vós bem sabeis que as ondas portadoras das vossas mensagens superam distâncias geográficas e fronteiras de toda a natureza, mas estais também conscientes que, além da mesma informação tão preciosa para aqueles que não tem outras fontes, e juntamente com a catequese, indispensável para tantos que não possuem outros recursos, existe a comunhão eclesial, à qual prestais serviço levando algo que não é vosso mas que vos é continuamente dado”. (Homilia na Capela Sistina, 12 de fevereiro de 1981)

Os Arautos do Evangelho, espalhados em todo o mundo, compreendem o valor dessas ondas evangelizadoras, e procuram transmiti-las. Em Moçambique, diariamente os missionários desta congregação proporcionam ao público de todo o país, pela mundialmente conhecida Rádio Maria um programa sobre Nossa Senhora, onde contam fatos da intercessão da Mãe de Deus aos homens, tratam sobre a doutrina e os dogmas referentes a Ela, e propagam, dessa forma, a devoção a Maria, tão querida do povo moçambicano.

A imagem peregrina na África do Sul

Nossa senhora, em seu inspirado cântico do Magnificat (Lc  1, 46) predisse que todas as geraçãos a proclamariam Bem Aventurada, tantas foram as maravilhas realizadas por Deus em sua pessoa.

Para aqueles que são chamados a servir a Igreja nas missões, é verdadeiramente tocante presenciar o cumprimento dessas palavras da Santíssima Virgem. Não há país, rincão, cidade, casa, poderíamos até mesmo dizer pessoa em que a Virgem Maria passe e não deixe seu suave perfume de bondade e paz. Isso presenciam os Arautos diariamente.

Uma das formas através das quais os Arautos do Evangelho promovem a evangelização tão insistentemente pedida pelos Papas para o mundo de hoje, é a propagação da devoção a Maria. E seus resultados sempre são excelentes, pois certo é que dito trabalho muito  agrada a Deus, que quis fazer-Se filho Dela.

No domingo 25 de agosto, estiveram os missionários na paróquia São Hulberto, em Alexandria, bairro de Johannesburg, na África do Sul. A pedido do pároco, o Revmo. Pe. Ronald Cairns, O.M.I., levaram eles a imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria, a fim de ali realizarem a cerimônia de coroação de Nossa Senhora em duas missas dominicais, das 8:00 hs e das 10:30 hs.

Assim foi feito, com toda a pompa: orquestra, incenso,inúmeros coroinhas que circundavam o altar, e a assistência do Revdo. Diác. Arão Mazive, EP, à missa. Não deixou de impressionar aos missionários que viajaram 8 hs de Moçambique a Johannesburg a devoção e a piedade dos fiéis em ambas as missas, igualmente repletas de tal forma que muitas pessoas estavam fora da Igreja.

O padre celebrante consagrou toda a sua paróquia, jovens, famílias e atividades, ao Sapiencial e Imaculado Coração de Maria, e no sermão exortou a seus fiéis que buscassem crescer na devoção à Mãe de Deus, e pela intercessão Dela, procurassem, conforme as palavras do evangelho do dia, a “entrar pela porta estreita dos sofrimentos, do cumprimento à Lei de Deus e dos deveres, que nos leva ao céu”, e a“fugir da porta larga que nos conduz ao inferno: os prazeres ilícitos, a imoralidade, o esquecimento e relaxamento na prática da religião e dos mandamentos”.

Após a Santa Missa, todos os fiéis aproximaram-se da imagem para venerá-la e fazer seus pedidos Àquela que é a Medianeira Universal de todas as graças. Têm eles a certeza de que, se Deus quis servir-se de Maria para a Encarnação de seu Filho, e, por conseguinte, para a salvação do mundo pela sua Paixão, é também através Dela que impetrarão dos céus aquilo de que precisam para a salvação de suas almas.

Afinal, “quem honra a Mãe, honra o Filho”, diz o ditado. E se alguém tiver dúvida disso, abra o evangelho e ali encontrará a resposta para suas interrogações: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo… encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo,” (Lc 1, 28) Ou ainda: “Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?”(Lc 1, 41)

Sejamos devotos de Maria, e não estaremos nos afastando de Jesus, mas muito pelo contrário, unindo-nos mais a Ele e honrando-O com mais perfeição.

Moçambique celebra a Assunção de Maria

No último domingo, dia 18 de agosto, a Paróquia Nossa Senhora da Assunção, no bairro da Liberdade, da cidade de Maputo, celebrou belamente a solenidade da Assunção da Bem Aventurada Virgem Maria aos céus. Centenas de fiéis lotaram a Matriz paroquial para, na Santa Missa celebrada pelo Pe. Filimone e concelebrada pelo Pároco, o  Pe. Fábio, louvar esse singular privilégio que Deus concedeu à sua dileta Mãe, de subir em corpo e alma  aos céus.

O Diác. Arão Mazive, EP, foi convidado a diaconar esta solene Missa, no fim da qual o Revmo. Pároco pediu que dirigisse à comunidade algumas palavras, por ter sido muitos anos catequista nesta Paróquia, bem como prestado diversos auxílios pastorais, como visitas a enfermos e implantação da Pastoral do dízimo, juntamente a outros arautos de Maputo, no período em que a Congregação tinha instalada nessa Paróquia sua residência. Apesar de estar agora situada em outra região da cidade, a congregação continua a ajudar esta paróquia tocando nas procissões, nas missas para enfermos, entre outras atividades.

Dessa forma, o Revmo. Pe. Fábio quis também apresentar a toda a comunidade o Neo- Diácono, primeiro moçambicano dos Arautos do Evangelho a ser ordenado. Todos ansiavam por este momento, entre os quais muitos cooperadores dos Arautos do Evangelho,e fizeram uma longa fila para cumprimentar pessoalmente o reverendo visitante.

O dogma da Assunção de Maria aos céus foi proclamado pelo Papa Pio XII, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, do dia 1º de Novembro de 1950, no qual declara que “depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.

 

Louvores à Maria

Nas tardes quentes de Maputo, vindas de várias partes da cidade, debaixo da maforeira reúnem-se para rezar à Santíssima Virgem, Cooperadores dos Arautos do Evangelho. Pedem por suas necessidades, pela Igreja, pelo mundo.

 

 

Mãe: ternura, carinho, holocausto!

Oferecemos a bela oração de São Bernardo, como homenagem as mães de todo mundo!

Mães em Maputo, levam seus filhos para o Batismo.

Mães em Maputo, levam seus filhos para o Batismo.

 

 

Exortação a invocar Maria, a Estrela do mar (*)


(São Bernardo 1090-1153)

E o nome da Virgem era Maria (Lc. 1,27). Falemos um pouco deste nome que significa, segundo se diz, Estrela do mar, e que convém maravilhosamente à Virgem Mãe. … Ela é verdadeiramente esta esplêndida estrela que devia se levantar sobre a imensidade do mar, toda brilhante por seus méritos, radiante por seus exemplos.

Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.

Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.

Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria.

Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria.

Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do Juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despenhar no abismo do desespero, pensa em Maria.

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.

Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dEla, não negligencies os exemplos de sua vida.

Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nEla, evitarás todo erro.

Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nadas terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás, se Ela te é favorável, alcançarás o fim.

E assim verificarás, por tua própria experiência, com quanta razão foi dito: E o nome da Virgem era Maria”.

†São Bernardo

(*) Louvores da Virgem Maria, Super missus, 2ª homília, 17 – apud Pierre Aubron SJ, L’oeuvre mariale de Saint Bernard, Editions du Cerf, Paris, Les Cahiers de la Vierge, nº 13-14, março de 1936, pp. 68-69

Alegria nos Arautos por duas Aprovações Pontifícias

Decreto Vaticano concede reconhecimento pontificio a duas novas Sociedades de Vida Apostólica

Publicado 2009/05/05
Autor: Gaudium Press
Secção: Mundo

Cidade do Vaticano (Terça, 05-05-2009, Gaudium Press) Virgo Flos Carmeli e Regina Virginum. São essas as mais recentes sociedades de vida apostólicas aprovadas pelo Vaticano. A confirmação veio na semana passada, após decreto emitido pelo cardeal Franc Rodé, prefeito da congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apóstólica. Antes disso, no entanto, no dia 4 de abril, o Papa Bento XVI já havia dado a aprovação pontifícia a ambas as sociedades durante uma audiência especial com o cardeal Rodé.

Padres Arautso

Padres Arautos

 

 

Sociedades de Vida Apostólica, segundo o Código de Direito Canônico, são associações de homens ou de mulheres cujos membros vivem em comunidade, habitam uma mesma casa – pela vida “fraterna comum” – e buscam “atingir a perfeição da caridade”. Os membros dessas sociedades têm o modo de vida próprio reconhecido e não fazem os tradicionais votos religiosos, como pobreza, castidade e obediência. A Congregação da Missão e as Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo são duas conhecidas sociedades de vida apostólica.

Surgidas a partir dos Arautos do Evangelho, e comungando dos mesmos valores, as duas novas sociedades de vida apostólica têm caráteres, no entanto, distintos. Enquanto a Virgo Flos Carmeli – “Virgem Flor do Carmelo”, em português – se caracteriza por ser uma sociedade clerical, ou seja, formada majoritariamente por sacerdotes, a sociedade de vida apostólica Regina Virginum – “Rainha das Virgens” – é feminina.

De acordo com o decreto vaticano, a Virgo Flos Carmeli “nasce em meio a uma amorosa e pertinaz catequese sobre a Igreja e o Romano Pontífice, como também a respeito da importância da sacralização, em toda extensão do possível, dos valores da vida temporal.”

Ainda segundo o decreto, a sociedade se caracteriza pela defesa da ortodoxia, da pureza dos costumes e do espírito de hierarquia, “assim como o empenho em reavivar em todos os homens a distinção entre o bem e o mal (…)”.

A Virgo Flos Carmeli foi fundada pelo monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, E.P., fundador e presidente dos Arautos do Evangelho, e foi erigida pelo então bispo diocesano de Avezzano, Itália, dom Lucio Angelo Maria Renna, em 15 de junho de 2006. O desenvolvimento dos Arautos do Evangelho, atualmente com atuação em cerca de 70 países, levou à formação do ramo sacerdotal e à posterior constituição da Sociedade Clerical.

Posteriormente, dom José Maria Pinheiro, bispo diocesano de Bragança Paulista, onde se localiza atualmente a Casa Generalícia da Sociedade, solicitou ao Papa a aprovação pontifícia de Virgo Flos Carmeli.

A Regina Virginum, por sua vez, teve sua aprovação assinada no dia 26 de abril. De acordo com o decreto vaticano, a Sociedade de Vida Apostólica de Direito Pontifício, também fundada pelo monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, “nasce como expressão do carisma dos Arautos do Evangelho, aplicado às especificidades da vida feminina, empenhando-se de modo particular em manifestar as suas características próprias no mundo secularizado.”

Congresso Internacional

V Congresso internacional dos Cooperadores dos Arautos do Evangelho

São Paulo, 28/07/2008 (TV Arautos).- Nos dias 25 a 27 de julho, realizou-se o V Congresso internacional dos Cooperadores dos Arautos do Evangelho, que contou com a participação delegações vindas de 23 países.
A abertura do Congresso deu-se com a Solene Coroação da Imagem do Imaculado Coração de Maria. Logo após houve a Concelebração Eucarística presidida pelo Pe. João Clá, que contou com a participação do Decano de Direito Canônico da Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino (Angelicum), Pe. Bruno Esposito, O.P.
Os 800 participantes também tiveram a oportunidade de aprofundarem a temática dos novíssimos do homen (morte, juízo, céu, inferno). As palestras e teatros mostraram como é benéfico se acercarem de tão importante tema. Além disso, essas meditações ensinaram uma fundamental baliza de conduta: “Em todas as tuas obras, lembra-te dos teus novíssimos, e não pecarás eternamente” (Eclo. 7, 40).

Imagem do Imaculado Coração de Maria realiza, com enorme sucesso, peregrinação ao Haiti

Imagem do Imaculado Coração de Maria realiza, com enorme sucesso, peregrinação ao Haiti

A Convite das famílias católicas e com o apoio de Mons. Serge MIOT, arcebispo de Port-au-Prince, a Imagem Peregrina do Imaculado Coração de Maria visitou a cidade de Port-au-Prince, capital do Haiti.
Acompanhada por uma delegação de Arautos do Evangelho que partiram da República Dominicana, visitou várias partes da cidade atraindo centenas de fiéis que vieram venerar a Imagem Peregrina. Foram visitadas inúmeras localidades residenciais, orfanatos, escolas, capelas e casas particulares. Destacamos, entre as visitas, o acolhimento dado por Monsenhor Serge MIOT na Catedral “A Assunção de Nossa Senhora”. O arcebispo haitiano durante a liturgia foi acompanhado por vários sacerdotes e deslocou-se caminhando entre todos os presentes, em crioulo, a língua nativa deste país das Caraíbas. Deu ênfase toda especial ao referir-se à presença da Imagem Peregrina e dos Arautos do Evangelho e seus Terciários. Quando se deu a solene Coroação da Imagem do Imaculado Coração de Maria, Monsenhor MIOT solicitou abertamente a proteção da Santíssima Virgem para o Haiti, um país conturbado com o flagelo da pobreza e os conflitos internos, que é o mais grave de todas as Américas.Dois das principais rádios locais (“Soleil” e “Tele Guinin”) transmitiram ao vivo este marcante acontecimento para a comunidade católica local. O grupo ainda visitou as paróquias, Cristo Rei, St. Pierre e São Vicente de Paula. Por outro lado, o Bispo auxiliar Monsenhor Pierre Andre Dumas presidiu uma Eucaristia na Capela Saint Charbel, com o apoio e presença das famílias que freqüentam costumeiramente esta Igreja. Ela e é a principal do haitiano e é de origem libanesa. Durante a homilia Monsenhor Dumas falou da beleza com que Deus dotou a Criação e seu ponto culminante, a Virgem Santíssima. Em seguida traçou um paralelo com o carisma dos Arautos do Evangelho que é precisamente divulgar o Evangelho com toda beleza. Após a conclusão, todos os participantes rezaram o Santo Rosário, pedindo graças especiais para o Haiti, para que a Providencia resolva por fim aos graves problemas do país e reforce constantemente, no povo haitiano, sua fé. Os integrantes das famílias que planejaram e programaram esta visita fizeram questão de comentar: “Foi um verdadeiro milagre tornar possível uma iniciativa como esta, porque há alguns meses atrás teria sido absolutamente impossível, dadas as condições de instabilidade que passa o Haiti, porem, Maria Santíssima, Mãe que é, tudo resolveu para que não houvesse problema algum para seus filhos haitianos.”

Nossa Senhora Aparecida será sempre a Padroeira do Brasil!

Você não ficaria profundamente entristecido se tirassem à Virgem Mãe Aparecida o título de Padroeira do Brasil?
É claro que sim! Nossa Senhora Aparecida está no coração de todos os brasileiros. É a Ela que recorremos nas horas de dificuldade e a Ela dirigimos nosso reconhecimento nos momentos de alegria.
Seria, mesmo, uma grande ingratidão para com a Mãe de Deus que o Brasil deixasse de tê-la como Mãe e Padroeira. Não é verdade que até nos sentiríamos órfãos? Mas é o que está a ponto de acontecer, se você não atuar com rapidez.
Um projeto de lei (n. 2623/2007), de autoria do deputado Victorio Galli, que está tramitando na Câmara de Deputados, vai retirar a Nossa Senhora Aparecida o afetuoso título de Padroeira do Brasil, do qual todos nós nos orgulhamos.

Você vai permitir que isso aconteça?

Temos de defender a Padroeira do Brasil!
É preciso enviar, quanto antes, milhões de mensagens à Câmara de Deputadospedindo que esse infeliz projeto de lei não seja aprovado, por ofender a Mãe de Deus e ferir a fundo os sentimentos religiosos dos brasileiros.
Para fazer chegar sua mensagem à Câmara dos Deputados, basta clicar abaixo, no lugar indicado , e escrever seu nome e endereço de e-mail. Será enviado, imediatamente, um e-mail ao relator do projeto, deputado Atila Lira, manifestando seu desejo de que Nossa Senhora Aparecida continue sendo a Padroeira do Brasil.
Ajude a ampliar esta iniciativa enviando esta página a todos os seus amigos e conhecidos.

Expansão do Apostolado do Oratório María Rainha dos Corações na diocese de Coimbra.

Expansão do Apostolado do Oratório María Rainha dos Corações na diocese de Coimbra.


Embora a sua origem seja anterior ao império romano, só em 1137 é que a vila de Penela recebeu seu primeiro foral pelas mãos de D. Afonso Henriques.Foi neste concelho medieval que, recentemente, esteve um casal de cooperadores dos Arautos do Evangelho a apresentar em todas as missas dominicais das diversas comunidades o oratório María Rainha dos Corações. Alguns paroquianos dinamizaram-se de tal modo que, tal como S. José, foram de casa em casa propondo que as demais famílias recebessem devotamente a imagem da Santíssima Virgem.Depois de uma homília sobre a importância de sermos coerentes com a nossa herança religiosa, o P. Dr. Pedro Carlos Lopes Miranda, vigário episcopal da região pastoral sul da diocese de Coimbra, benzeu nove oratórios María Rainha dos Corações, destinados a percorrer as famílias de Penela, Rabaçal, Podentes, Espinhal, Relvas e Cerejeiras.Juntamente com cada oratório entrega-se 30 livros de piedade, com os 20 mistérios do terço, orações para as diversas etapas do dia, ladainhas, exame de consciência e cânticos em louvor de Nossa Senhora.