A messe é grande. Muito grande…

É realmente impressionante quanto a Igreja Católica tem florescido no continente africano, apesar das dificuldades que existem em seus países. A luz da fé brilha aqui em tantas almas, que torna-se difícil atender a tudo o que elas desejam para manter esta luz acesa. É também tocante ver quanto estas pessoas têm sede da verdadeira e pura devoção a Maria e aos sacramentos, que só a igreja Católica pode dar.

Por exemplo, no último domingo houve uma cerimônia de crisma na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida em Mavalane. Foram nada mais, nada menos do que 500 crismandos! Imaginemos a alegria do bispo, sua Excia. Revma. Dom Januário, vendo aquela multidão que receberia o Espírito Santo através de suas mãos.

É conhecido quanto o número de católicos tem aumentado, sendo o continente africano aquele que mais tem dado novos filhos à Igreja. Em alguns anos, a cifra subiu de 2 milhões para 130 milhões de católicos na África.

Um pequena prova disso tem sido as atividades dos Arautos do Evangelho. Tantas foram as atividades e as solicitações nestas últimas semanas que os braços chegam a faltar. Tentaremos, neste artigo, resumir o que aconteceu. Esperamos que nossos leitores tenham paciência para nos acompanhar…

Todo o apostolado feito pelos Arautos com os jovens tem em vista o benefício da sociedade moçambicana. Por isso, fomos a algumas escolas, como a do bairro do Malhangalene, dirigida pelos padres vicentinos, para apresentar músicas religiosas aos alunos, e convidá-los, em combinação com os sacedotes e diretores, para um pequeno curso de música na própria escola.

Também muitas famílias são assistidas pelos Arautos. E da mesma forma que com os jovens, elas estão ávidas de uma boa orientação espiritual. Para isso os Arautos organizaram um programa onde pais de diversos jovens assisitiram uma Missa celebrada pelo Revmo. Pe. Arão Mazive, EP, e depois tiveram uma pequena palestra em que o Irmão Tiago Machaieie expôs a importância do estudo da Doutrina Católica para os jovens, obra levada com muito zelo pelos  Arautos na formação da juventude.

Não paramos aqui… à chegada de um novo Diácono da congregação, teve este a graças de logo poder ajudar na Paróquia da Sagrada Família da Machava, onde são nove as comunidades que precisam ser assistidas, e para o que por vezes faltam sacerdotes para celebrar a missa dominical. O Diácono Alessandro Cavalcante, EP, fez então a celebração da palavra, sendo aolhido com o tradicional carinho moçambicano, enquanto que  os outros dois sacerdotes arautos presentes em Moçambique foram para outras comunidades.

Ainda  tivemos visitas com a imagem de Nossa Senhora de Fátima, a famílias que tem dificuldade de ir à Igreja e pedem algum conforto espiritual junto à Mãe de Deus. E tantas outras coisas que seria extenso relatar aqui.

Devemos concluir que na África, em Moçambique, a messe é grande. Muito grande…

 

No orfanato “Casa do Gaiato”

Os Arautos do Evangelho estiveram presentes por duas ocasiões no estabelecimento Católico voltado para o apoio a crianças necessitadas de origem portuguesa “Casa do gaiato”.

A convite da coordenadora religiosa do local, a Irmã Quitéria, proveniente do Brasil e que há 23 anos realiza este trabalho, a fanfarra dos Arautos em Moçambique animou a missa onde foram batizadas 30 meninas educadas e catequizadas pela instituição, no dia 8 deste mês, e no dia 16  realizaram uma apresentação musical, a “volta ao mundo em 7 músicas”, onde foram interpretadas músicas locais, européias e brasileiras às mais de 200 crianças auxiliadas pela intituição, juntamente a seus professores.

Em ambas as ocasiões foram numerosas as manifestações de alegria e entusiasmo das crianças, que deixaou a muitos dos presentes emocionados.

A Obra do Padre Américo, mais conhecida como Casa do Gaiato, é uma instituição particular de solidariedade social com sede em Paço de Sousa (Porto), fundada pelo Padre Américo Monteiro de Aguiar em 1940, e que tem como objetivo acolher, educar e integrar na sociedade crianças e jovens que, por qualquer motivo, se viram privados de meio familiar normal.

A Obra organiza-se em casas onde acolhe rapazes desde a mais tenra infância até cerca dos 25 anos. A população média de cada casa é de 150 rapazes. Tem casas em Portugal, Angola e Moçambique

Crianças carentes… de fé!

Fala-se muito de crianças carentes, pobres, sem condições. Realmente, quantas existem, e quantos beneméritos esforços se fazem para ampará-las materialmente.

Contudo, pouco ou nada comenta-se sobre as crianças carentes de fé. Quão numerosas são essas! E quantas vezes, são ao mesmo tempo carentes de uma e outra coisa. 

Que devemos nós fazer? Dar a fé e esquecer da matéria? Seríamos taxados de espiritualistas, não solidários, pois o homem não se alimenta de algo espiritual.  E se atendessemos às necessidades corporais, negligenciando o espírito? Seríamos recriminados pelo próprio Deus Nosso Senhor, que diz: “não temais os que matam o corpo e nada podem fazer contra a alma. Temei sim aquele que pode mandar a alma para o inferno” (Lc 12, 4);. E ainda: “De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro se ele vier a perder a sua alma?” (Mt 16, 26)  (a fome ou a pobreza podem matar o corpo, mas não mandar ninguém para o inferno).  Excluir uma assistência e dar a outra é uma loucura, o que é necessário é atender ambas as coisas, pois o homem é feito de corpo e alma.

Os Arautos do Evangelho partilham desta idéia, e na África, continente tão necessitado, procuram fazer isso. Por exemplo,o dia 12 último, foi marcado para os Arautos do Evangelho de Moçambique, por uma atividade voltada às crianças carentes de sua circunvizinhança.

Já a campainha da portaria era acionada pelos pequenos, para um programa que teria início as 15:00, quando ainda os ponteiros do relógios indicavam o meio-dia…

Embora o convite tenha sido feito na véspera, por três duplas de Arautos que passavam de casa em casa imformando aos pais do mencionado programa, foi atendido com uma pontualidade pouco frequente em Moçambique, e até algumas das mães das crianças quiseram também participar.

A música foi a pioneira nestas atividades. Depois de ouvir com agrado e atenção algumas melodias de países do além mar, os infantes sentiram-se tomados de entusiasmo ao ouvirem a banda interpretando algumas canções infantis locais, que foram acompanhados com calorosos aplausos.

A oração precedida pela solene entrada da Imagem de Nossa Senhora Auxiliadora e por uma catequese do Pe. Arão Mazive, EP, ocuparam o segundo lugar nas atividades. Fazendo eco às palavras do Divino Mestre “Deixai vir a mim as criancinhas…”  o recém ordenado sacerdote exortava as crianças a sempre em seu dia a dia recorrer a Jesus pela intercessão de Maria, e para a alegria de todos,  deixou um presente muito especial: uma medalha milagrosa para cada um.

Após esse piedoso momento, foi servido um saboroso lanche e por fim, uma generosa distribuição de material escolar: cadernos, canetas, lápis, borrachas, entre outros, para o ano letivo que está prestes a começar…

Quem visse as fisionomias sorridentes das crianças retirando-se da casa dos Arautos nesse dia, e as cumprimentasse nos dias subsequentes, perceberia como é melhor fazer o bem não somente ao corpo, mas também a alma das crianças. Poderão ver ao menos pelas fotos.

 

Escravo dos africanos para sempre! – III

Concluimos hoje a descrição da vida de São Pedro Claver, santo dedicado ao apostolado com os africanos que aportavam nas américas.

Queira Deus que essas linhas possam ter inspirado muitos de nossos leitores a rezar por este povo, e mesmo os estimulado a auxiliá-lo materialmente ou, por que não? pessoalmente.

Reflexos de um imenso amor

Sua ardente e inextinguível sede de almas era apenas o transbordamento visível das labaredas interiores que consumiam a alma deste discípulo de Cristo. Significativos indícios levantam um tanto o véu que cobriu durante sua vida o altíssimo grau de união com Deus que ele havia atingido.

“Todo o tempo livre de confessar, catequizar e instruir os negros, dedicava- o à oração”, narra uma testemunha. Repousava diariamente apenas três horas, e passava o resto da noite de joelhos em sua cela ou diante do Santíssimo Sacramento, em profunda oração, muitas vezes acompanhada de místicos arroubos. Grande adorador de Jesus-Hóstia, preparava-se todos os dias durante uma hora antes de celebrar o Sacrifício do Altar, e permanecia em ação de graças meia hora após a Missa, não permitindo que ninguém o interrompesse nesses períodos.

Ilimitada também era sua devoção a Nossa Senhora. Rezava o Rosário completo todos os dias, ajoelhado ou andando pelas ruas da cidade, e não deixava passar nenhuma festa d’Ela sem organizar solenes celebrações, com música instrumental e coral.

Longo calvário

Aquele varão, que tinha passado a vida fazendo o bem, que tantas dores havia aliviado e tantas angústias consolado, teve de padecer, como seu Divino Modelo, indizíveis tormentos físicos e morais antes de ser acolhido na glória celeste.

Após 35 anos de intensíssimo labor apostólico e 70 de idade, caiu gravemente enfermo. Pouco a pouco foram-se paralisando as extremidades de seus membros, e um forte tremor agitava continuamente seu corpo extenuado. Tornou-se “uma espécie de estátua da penitência com as honras de pessoa”, relata uma testemunha.

Os últimos quatros anos de existência terrena, ele os passou imobilizado na enfermaria do convento. E, por incrível que pareça, este homem que havia sido a alma da cidade, o pai dos pobres e o consolador de todas as desventuras, foi completamente olvidado por todos e submergido no esquecimento e no abandono.

Passava os dias, os meses e os anos em silenciosa meditação, contemplando da janela da enfermaria a imensidade do mar e escutando a São Pedro Claver - Igreja de São Nicolau - Estrasburgo.jpgmelodia das ondas que se rompiam contra as muralhas da cidade. A sós com a dor e com Deus, aguardava o momento do supremo encontro.

Um jovem escravo fora designado pelo superior da casa para cuidar do doente. Entretanto, esse que deveria ser enfermeiro não passava de bruto algoz. Comia a melhor parte dos alimentos destinados ao paralítico e “um dia o deixava sem bebida, outro sem pão, muitos sem comida”, segundo conta uma testemunha da época. Também “o martirizava quando o vestia, governando-o com brutalidade, torcendo-lhe os braços, batendo nele e tratando-o com tanta crueldade como desprezo”. Porém, nunca seus lábios proferiram a menor queixa. “Mais merecem minhas culpas”, exclamava às vezes.

Glória já nesta terra: “Morreu o santo!”

Certo dia de agosto de 1654, disse Claver a um irmão de hábito: “Isto se acaba. Deverei morrer num dia dedicado à Virgem”. Na manhã de 6 de setembro, à custa de um imenso esforço, fez- se conduzir até a igreja do convento e quis comungar pela última vez. Quase se arrastando, aproximou-se da imagem de Nossa Senhora dos Milagres, diante da qual havia celebrado a sua primeira Missa. Ao passar pela sacristia, disse a um irmão: “Morro. Vou morrer. Posso fazer algo por vossa reverência na outra vida?” No dia seguinte, perdeu a fala e recebeu a Unção dos Enfermos.

Sucedeu, então, algo de extraordinário e sobrenatural. A cidade de Cartagena pareceu acordar de uma longa letargia e por todos os lados corria a voz: “Morreu o santo!” E uma multidão incontenível dirigiu-se para o colégio dos jesuítas, onde agonizava Pedro Claver. Todos queriam oscular suas mãos e seus pés, tocar nele rosários e medalhas. Distintas senhoras e pobres negras, nobres, capitães, meninos e escravos desfilaram nesse dia diante do santo, que jazia sem sentidos em seu leito de dor. Só às 9 horas da noite os padres conseguiram fechar as portas e assim conter aquela piedosa avalanche.

E assim, entre 1h e 2h da madrugada de 8 de setembro, festa da Natividade de Maria, com grande suavidade e paz, o escravo dos escravos adormeceu no Senhor. 

(Revista Arautos do Evangelho, Set/2005, n. 45, p. 20 à 23) Por Pe. Pedro Morazzani Arráiz, EP

Projeto Futuro e Vida em Moçambique

O “projeto futuro e vida” dos Arautos do Evangelho tem desenvolvido suas atividades apostólicas e culturais em estabelecimentos de ensino, no intuito de evangelizar a juventude, de acordo com o carisma da Congregação, e teve no dia 12 do corrente mês mais um programa em prol dos pequeninos.

Desta vez o colégio contemplado foi a Escola primária Maria Ana Mogas.

À hora marcada para  o início da atividade,  estavam os jovens  aglutinados no pátio escolar, enquanto escutavam atentamente ao Diác. Arão Mazive, EP, que lhes explicava o teor daquela apresentação.

Dado o toque de início do cortejo, contemplaram admirados a entrada da fanfarra, dedilhando a marcha inglesa “Príncipe da Dinamarca”.

Diversos números provenientes das mais variadas nacionalidades fizeram parte do “menu”.  Entre estes se destacou a música popular brasileira “luar do Sertão” e um pasodoble espanhol sem evidentemente deixar de lado as regionais. Foi surpreendente notar que embora distantes de muitos destas nações, alguns cânticos eram acompanhados com ligeiros balbucios à letra, tal como o Aleluia de Handel, ou com calorosos aplausos.

Demonstrações de solos de percussão deram seqüência ao programa. E por fim, retomando a palavra, o Diácono convidava a todos os que quisessem participar das aulas de música, xadrez ou artes marciais a se inscreverem. Esta iniciativa muito foi do agrado do Diretor da Escola que quis ele mesmo acompanhado pelo corpo docente não apenas fazer-se presente nessa apresentação mas também endereçar seus agradecimentos aos Arautos depois de a todos ter convidado a fortes aplausos.

 

Santa Missa e nova banda

Os Arautos em Moçambique estão tendo a alegria de ser visitados por diversas ordens religiosas: depois de terem honrado a casa com sua presença os Consolatos e os Vicentinos, um sacerdote franciliano, Pe Queilas, responsável pelo curso de Teologia da ordem em Moçambique,  celebrou a Missa dominical para os jovens que participam semanalmente de programas com os Arautos em sua casa instalada no bairro do Nkobe, na Matola.

A ordem dos Francilianos tem um carisma eminentemente missionário, e tem como padroeiro principal São Francisco de Sales. Muitas vocações dessa ordem, como o própiro Pe. Queilas, são provenientes da Índia.

Nessa Missa também a nova banda de jovens aspirantes a Arautos, que tem entre 12 e 15 anos, pela primeira vez animou a liturgia com seus alegres e -graças a Deus e ao esforço de seus professores- afinados sons.

A música: instrumento de evangelização na África

A música conhecida basicamente como sendo a expressão de sentimentos através de sons, é das artes mais praticadas em todo o orbe.

Seu início se perde na antiguidade mas actualmente alcançou tal importância no quotidiano humano que bem pode se afirmar ser a vida do homen ritimada por ela. Adaptada a cada campo em que é aplicada dá o devido esplendor a todo tipo de evento.

A santa Igreja valeu-se também da música nas suas liturgias e cerimónias. De grande utilidade tem ela também sido para os Arautos do Evangelho, em África, nas suas atividades apostólicas.

 Atualmente com um contigente de vinte menbros, a Sede dos Arautos do Evangelho – no bairro Nkobe, Matola – tem acolhido vários jovens e adolescentes aspirantes para os quais não falta o ensino da música. Até mesmo seus familiares têm de lá se aproximado para participar duma Missa animada pelo grupo coral da mesma instituição.

Ora, o apostolado dos Arautos do Evangelho através da música não se circunscreve apenas em seus muros, mas tem atendido a várias solicitações pastorais como procissões, celebrações Eucarísticas, em eventos socias e até em colégios com o projeto Futuro e Vida.

O apreço pela música sacra para os Arautos do Evangelho não brota apenas do desejo de se habilitar numa arte de renome internacional, mas para atender o que o Salmista diz: “ louvai o Senhor com a cítara, na harpa de dez cordas salmodiai! Cantai-lhe um cântico novo!”(sl 32, 2.3).  Embora seja a música um dos veículos para o Apostolado dos Arautos, seu fim é algo que transcede a pura harmonia de sons. Tanto a banda quanto o coral visam levar a mensagem do Evangelho, o modo de viver segundo Nosso Senhor Jesus Cristo. Aliás, o grande Santo Agostinho comentando o trecho do salmo acima mencionado dizia: Cante o cântico novo não a língua mas a vida”.

 

Por Tiago Machaieie

Família

O Papa Bento XVI disse ao receber no Vaticano o novo embaixador da Eslováquia, em 2007:
“famílias fortes são fundadas sobre casamentos fortes e, que sociedades fortes são construídas e baseadas em famílias fortes”.
Assim, procurando ajudar a união familiar, os Arautos do Evangelho, têm uma programação para famílias católicas que se reúnem em sua sede várias vezes por semana: Adoração, terço, catecismo e cânticos…

Os primeiros na América Latina

Com a coordenação do Sr.Roberto Ryo Sato, Sr.Santiago Canals, Irmão José Emanuel L.Reis e Irmão Gladson Nunes, foram os responsáveis por um feito inédito na América Latina: a integração da câmera Sony XD-CAM EX- PMW-EX1 com Sistema Canopus no mesmo dia que a Thomson-GrassValley disponibilizou a versão EDIUS 4.6 com várias implementações, inclusive para a nova Câmera XDCAM-EX da Sony, os Arautos do Evangelho realizaram a primeira captação, edição e autoração FULL HD utilizando câmeras Sony PMW-EX1 e a Workstation REXEED Q6850X – um novíssimo workstation da Canopus equipado com CPU Intel Core2 Extreme com 4 Núcleos de 8MB de cache.
Segundo o Sr. Santiago Canals um dos coordenadores do projeto, “O carisma dos Arautos do Evangelho é procurar a beleza em todas as coisas. Assim, queremos a qualidade mais perfeita de imagem para poder transmitir a nossa mensagem de forma límpida e com qualidade. Estamos muito satisfeitos.”
Segundo Irmão Emanuel responsável pela área técnica o XD-CAM EX combinado com o REXEED Q6850 fornece uma qualidade fora de série, em resolução nativa 1920 x 1080 – um passo adiante do formato HDV ou outros.
A CANOPUS do Brasil se orgulha deste feito ter sido realizado no Brasil, antes de qualquer outra iniciativa na América Latina, e convida a todos os interessados a conhecerem as suas soluções para o formato Sony XDCAM EX.