Olha a Estrela, invoca Maria!

Quem nunca teve dificuldades, passou por problemas ou aflições? Sabemos que o sofrimento está presente na vida de todos os homens, em todos os lugares e de todos os séculos. Cada um de nós poderá recordar-se agora mesmo dos seus, talvez os de ontem ou mesmo de hoje.

É impossível então escapar do sofrimento? É o que muitos se perguntam, e infelizmente, tentam encontrar a resposta nas mais desvairadas soluções: para alguns, será fazer fortuna; outros entregar-se-ão aos prazeres desenfreadamente ; muitos correrão atrás da fama e do prestígio. Todos terminarão frustrados e descontentes, pois como diz a Escritura: Vi tudo o que se faz debaixo do sol, e eis: tudo vaidade, e vento que passa”. (Ecl 2, 14)

Bem, estaremos então fadados a vergar sob o peso da lei da dor? Não, pois Deus é nosso Pai amorosíssimo e não quer ver seus filhos acabrunhados e sem saída diante dos problemas da vida.

A Igreja Católica nunca ensinou seus filhos a fugir do sofrimento, nem prometeu-lhes curar todas as suas enfermidades ou, num toque de mágica, acabar com todos os seus problemas. Ela sempre ensinou algo de muito melhor: saber enfrentar o sofrimento e tirar dele todo o proveito possível para a salvação.

Por isso ensina Ela que há sim uma forma de alívio para qualquer dificuldade, seja de ordem moral ou material: olhar para o alto! Olhar para Aquela que nos foi dada por Deus para ser nossa advogada e protetora: Maria Santíssima.

É por esta razão que uma das principais atividades dos Arautos do Evangelho em todo o mundo consiste em difundir a devoção a Ela, nossa guia nos caminhos difíceis, luz de nossos olhos em meio às trevas deste mundo, a esperança para chegar ao porto seguro da eternidade feliz!

Em Moçambique, como vemos nas fotos, muitas famílias têm solicitado a visita da imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria, sendo com isso enormemente consoladas e fortalecidas. Semanalmente são visitadas diversas casas por membros dos Arautos, que rezam o terço com as famílias, fazem um pequeno cerimonial de coroação de Nossa Senhora nas casas e cantam músicas marianas.

Assim, estas famílias têm seguido o sublime conselho dado em forma de prece por um Doutor Marial inigualável, que de tal forma cantou as doçuras de Maria que recebeu da Igreja o título de Doutor Melífluo:São Bernardo de Claraval:

 Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.

 Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.

Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria

Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria

Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despencar no abismo do desespero, pensa em Maria

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria

Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dela, não negligencies os exemplos de sua vida. 

Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nela, evitarás todo erro. 

Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim”.

 

Verdadeira amizade, grande tesouro

Inúmeros e belos louvores tece a escritura a respeito do bom amigo, aquele que, nas horas alegres ou tempestuosas, está ao lado daquele por quem tem afeto e consideração, amparando-o e auxiliando-o a cumprir sua missão: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo” (Eclo 6, 14-17).

Infelizmente, quantas amizades do mundo de hoje são sinceras? Raras são aquelas desinteressadas, com as quais podemos contar nos momentos de angústia, como elogia a Escritura: “O amigo não se conhece durante a prosperidade, mas é na desgraça que se pode reconhecê-lo” (Eclo 12, 8,9), pois “o amigo ama em todo o tempo; na desgraça, ele se torna um irmão” (Pr 17,17).

 E por que isso sucede? Por que as amizades não são fundamentadas em Deus, não tem a Santa Igeja como a seiva da qual elas se alimentam; são baseadas no puro amor próprio, ou, quando muito, em sentimentos.  Fossem elas guiadas pelo amor a Deus, seriam fortes, sólidas e estáveis, visto que não levariam em consideração seus próprios egoísmos.

Graças a Deus, bons amigos cheios de piedade e amor a Deus não faltam aos Arautos do Evangelho em todo o mundo. Em Moçambique, quantas boas almas que, desde o nascimento desta obra aqui, acompanharam, apoiaram, até mesmo se sacrificaram para que ela florescesse. Algumas destas amigas estiveram em nossa sede. Nos conhecem desde os primórdios dos Arautos na África. Puderam ver quanto a obra tem crescido e se multiplicado, e ficaram jubilosas pelo que viram.

E os Arautos puderam mais uma vez demonstrar também sua amizades e gratidão por elas, comprovando assim que “ o azeite e o incenso alegram o coração;  a bondade de um amigo consola a alma” (Pr 27, 6).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Momento há anos esperado!

A sede dos Arautos do Evangelho em Moçambique estava em um grande suspense: todos- famílias, jovens, arautos professos e noviços- estavam ansiosos, olhando os relógios, verificando se alguém chegava no portão de entrada, pois um momento há anos desejado estava por se cumprir dentro de poucos instantes:

Um arauto proveniente de Moçambique fora ordenado sacerdote no Brasil, onde se encontra a Basílica Menor e o Seminário Maior dos Arautos do Evangelho, junto a seu Fundador, Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, e dentro em pouco ia chegar para celebrar a primeira missa em sua terra Natal.

Para esta ocasião, foram convidadas as famílias amigas dos Arautos na África, e preparada uma apresentação musical e um lanche comemorativos da ocasião.

Sentia-se muita unção e alegria em cada parte desta abençoada tarde na qual foi celebrada a primeira missa por um sacerdote moçambicano em terras moçambicanas.

Os olhares dos jovens deixavam entrever a aspiração de serem eles, no futuro, outros sacerdotes arautos que poderão santificar sua pátria e nela plantar a semente da Palavra de Deus.

Também os pais destes consolavam-se em imaginar que um dia seus filhos poderão estar subindo ao altar do Senhor para celebrar o Santo Sacrifício.

Rezemos todos para que esse fruto tão esperado seja o primeiro de muitos para a nossa querida África.