Matrimônio: um chamado de Deus

“Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!”(Mc 7-9)
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Foi na obediência ao este desejo de nosso Divino Mestre, que o casal Marden e Anastância contraíram matrimônio no Domingo, dia 25 de setembro, na Igreja de São Gabriel da Motola, fazendo diante de Deus e perante seu ministro sagrado o Revmo. Pe. Alessandro Schurig, EP assim como aos presentes, as promessas do novo estado que abraçavam: de serem fiéis um ao outro por toda a vida num relacionamento de mútua ajuda e de educarem os filhos que Deus lhes concedesse, segundo os ditames da fé que professam na Igreja Católica.
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Assim, após uma belíssima e abençoada cerimônia a Igreja contará com mais uma família que, caminhando unida até Deus, educará e formará os novos cristãos de amanhã.
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Um dia de festa para a Comunidade Bem aventurado Eustáquio

DSC03058No dia 30 de agosto, os Arautos do Evangelho de Moçambique tiveram a imensa alegria de participar de uma solene celebração eucarística no Distrito de Boane, convidados por um dos terciários dos Arautos que está à frente de uma nova comunidade florescente nesta região onde há poucas igrejas católicas, Sr. Humberto Cuamba. Sendo a comemoração da festa do padroeiro, Beato Eustáquio, da Congregação dos Sagrados Corações, a celebração contou também com a honrosa presença do Revmo. Pe. Ricardo, pároco desta região, além de outros sacerdotes e religiosos, no terreno onde está sendo erguida uma nova capela em honra do santo.
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Após uma calorosa e participada procissão, acompanhada pelos alegres e harmoniosos cânticos populares, e com a presença da Banda dos jovens dos Arautos do Evangelho e da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, teve início a celebração litúrgica. Ao término desta, longe estava de terminar o dia. Foi então apresentado pela comunidade uma rápida visão dos projetos para a construção da capela e anseios futuros, além de outras diversas atividades, entre as quais uma Apresentação teatral, plantio de novas árvores e culminando num fraterno e saboroso “copo d´água”.
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Rezemos para que a Santíssima Virgem Maria, por intercessão do Bem aventurado Eustáquio, cubram de bênçãos e proteções a esta nova construção, que certamente servirá para a maior glória de Deus e benefício das almas.

Visita do Núncio aos Arautos em Moçambique

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A comunidade dos Arautos do Evangelho de Moçambique teve a inestimável honra de receber em sua casa neste último Domingo 26 de julho de 2015, a visita de sua Excia. Revma. D. Edgar Parra Peña, Núncio Apostólico neste país.
O representante do Papa em nosso país foi recebido ao som do Hino Pontífíco tocado pelos Arautos ao chegar a residência, e após ter percorrido as dependências celebrou uma solene Missa, na qual mostrou sua sabedoria e piedade ao comentar a liturgia dominical, em que comentava a necessidade de “procurar antes o pão imperecível que o pão material que perece.”
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Terminada a Missa, os Arautos do Evangelhos ofereceram ao Senhor Núncio uma apresentação musical, na qual interpretaram várias peças internacionais mas também nacionais, com a alegria própria ao povo moçambicano.
Foi um dia inesquecível para todos. Arautos, jovens e famílias que puderam conhecer e estar com Dom Edgar ficaram embevecidos com sua benevolência, sua paternalidade e sua elevação de espírito. Todos os esforços envidados para que o Exmo. Núncio fosse recebido à altura se viram muito bem recompensados.
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Secretário da Nunciatura de Moçambique visita os Arautos

No dia 06 de dezembro Mons. José Luis Serrano, Secretário da Nunciatura Apostólica de Moçambique deu aos Arautos do Evangelho de Maputo a honra de uma visita a sua sede.

Mais do que uma visita, podemos dizer que foi um longo e abençoado convívio, pois ele celebrou a Santa Missa para as famílias amigas dos Arautos, assistiu ao concerto musical natalino, (sendo surpreendido inclusive por músicas de sua terra natal , a Espanha), participou da confraternização, podendo conhecer de perto as pessoas presentes, e ainda assisitu o presépio de som, luz e movimento.

Foi uma alegria enorme para os Arautos receber um representante da Cátedra de Pedro conosco, que impressiona profundamente por sua piedade, zelo pelas almas e grande inteligência. Muitas congregações em Moçambique agradecem a Deus por ter nele um amigo e prtotetor. Esperamos que nossos laços com ele não tenham somente se fortalecido, mas unido-se perpetuamente.

Arautos em Camarões

Do dia 1º ao 22 de outubro, a imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria percorreu as terras do país de Camarões, levada por três membros dos Arautos do Evangelho. Como sói acontecer com a presença virginal da Mãe de Deus, uma chuva de graças fez-se sentir em todos os povoados, paróquias, Igrejas, escolas e casas onde ela esteve presente.

No itinerário da peregrinação, foi visitada uma Paróquia de Nanga Eboko, onde vivem terciários dos Arautos do Evangelho, com um entusiasmo sem fim da parte dos fiéis. Logo depois, na Diocese de Mamfe, apesar do tardio horário em que chegou a imagem, sacerdotes e povo receberam a Virgem Maria de braços e coração abertos, com cantos, danças, procissão, orações e muito fervor. É de se fazer notar que alguns fiéis precisam caminhar de 5 a 6 horas para chegar à Paróquia. Entretanto, lá estiveram com muita alegria e devoção.

Também muitos colégios desta região foram visitados, inaugurados novos oratórios e realizadas pequenas palestras dirigidas pelos Arautos sobre a devoção a Nossa Senhora.

Por fim, o Bispo de Mamfe, D. Andrew Nkea Fuanya, presidiu uma solene Celebração Eucarística na Catedral.

É muito belo ver que num país onde prepondera a pobreza e em que a Igreja Católica é tão recente – somente 100 anos de vida- a fé e a devoção a Maria dão alegria e entusiasmo a todos para caminhar nesta terra com os olhos colocados no céu.

A messe é grande. Muito grande…

É realmente impressionante quanto a Igreja Católica tem florescido no continente africano, apesar das dificuldades que existem em seus países. A luz da fé brilha aqui em tantas almas, que torna-se difícil atender a tudo o que elas desejam para manter esta luz acesa. É também tocante ver quanto estas pessoas têm sede da verdadeira e pura devoção a Maria e aos sacramentos, que só a igreja Católica pode dar.

Por exemplo, no último domingo houve uma cerimônia de crisma na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida em Mavalane. Foram nada mais, nada menos do que 500 crismandos! Imaginemos a alegria do bispo, sua Excia. Revma. Dom Januário, vendo aquela multidão que receberia o Espírito Santo através de suas mãos.

É conhecido quanto o número de católicos tem aumentado, sendo o continente africano aquele que mais tem dado novos filhos à Igreja. Em alguns anos, a cifra subiu de 2 milhões para 130 milhões de católicos na África.

Um pequena prova disso tem sido as atividades dos Arautos do Evangelho. Tantas foram as atividades e as solicitações nestas últimas semanas que os braços chegam a faltar. Tentaremos, neste artigo, resumir o que aconteceu. Esperamos que nossos leitores tenham paciência para nos acompanhar…

Todo o apostolado feito pelos Arautos com os jovens tem em vista o benefício da sociedade moçambicana. Por isso, fomos a algumas escolas, como a do bairro do Malhangalene, dirigida pelos padres vicentinos, para apresentar músicas religiosas aos alunos, e convidá-los, em combinação com os sacedotes e diretores, para um pequeno curso de música na própria escola.

Também muitas famílias são assistidas pelos Arautos. E da mesma forma que com os jovens, elas estão ávidas de uma boa orientação espiritual. Para isso os Arautos organizaram um programa onde pais de diversos jovens assisitiram uma Missa celebrada pelo Revmo. Pe. Arão Mazive, EP, e depois tiveram uma pequena palestra em que o Irmão Tiago Machaieie expôs a importância do estudo da Doutrina Católica para os jovens, obra levada com muito zelo pelos  Arautos na formação da juventude.

Não paramos aqui… à chegada de um novo Diácono da congregação, teve este a graças de logo poder ajudar na Paróquia da Sagrada Família da Machava, onde são nove as comunidades que precisam ser assistidas, e para o que por vezes faltam sacerdotes para celebrar a missa dominical. O Diácono Alessandro Cavalcante, EP, fez então a celebração da palavra, sendo aolhido com o tradicional carinho moçambicano, enquanto que  os outros dois sacerdotes arautos presentes em Moçambique foram para outras comunidades.

Ainda  tivemos visitas com a imagem de Nossa Senhora de Fátima, a famílias que tem dificuldade de ir à Igreja e pedem algum conforto espiritual junto à Mãe de Deus. E tantas outras coisas que seria extenso relatar aqui.

Devemos concluir que na África, em Moçambique, a messe é grande. Muito grande…

 

Irmãs Pilarinas visitam os Arautos

Aqueles que tem a oportunidade de colaborar no trabalho missionário em Moçambique ficam impressionados com o grande número de Congregações religiosas que ali estão para levar o evangelho. Pode-se ver desde as grandes e veteranas, como a ordem do Carmo, Dominicanos, Franciscanos, bem como um sem número de outras congregações, mais recentes e no entanto cheias de vitalidade, que, sempre unidas e em grande harmonia umas com as outras, dão uma maravilhosa vida à Igreja de Moçambique.

Dentre estas, destaca-se uma congregação feminina, que porta um belo e alvíssimo hábito, muito fácil de ser reconhecido por onde passam: as Irmãs Pilarinas. Fundadas na Espanha pela Madre Pilar, de onde tiram seu nome, são muitíssimo queridas na Arquidiocese de Maputo, especialmente pelas crianças, às quais tem elas por missão educar e evangelizar.

Para isso, têm elas uma escola primária e um orfanato, onde acolhem crianças que ali receberão ao mesmo tempo, a formação social e religiosa, pois ambas devem ser ministradas com o mesmo objetivo: formar cidadãos que sejam bons cristãos e cristãos que sejam bons cidadãos.

As Irmãs Pilarinas estiveram na sede dos Arautos do Evangelho em Moçambique. Irmãs professas e as noviças, além de conhecer a casa e rezar junto com os Irmãos Arautos, puderam assistir a uma pequena apresentação musical realizada pelos membros e jovens da nossa Congregação.

 

Procissão em Sto. Antonio do Malhangalene

A pastoral é uma das atividades que mais primam em ser desenvolvidas pelos Arautos do Evangelho em todo o mundo. O estudo, a oração, o recolhimento são feitos por eles com vistas à, unindo-se mais a Nosso Senhor Jesus Cristo, ser instrumentos mais eficazes na evangelização.

Em Moçambique estas atividades não faltam. País de grande piedade, a cada semana comemora-se alguma solenidade nas inúmeras paróquias desta arquidiocese; também não faltam os convites para que os Arautos participem com sua banda e coro, ou auxiliando na liturgia, e até mesmo fazendo alguma exposição.

No domingo 06 de julho, a convite do Pe. Inácio, pároco da paróquia de Santo Antonio do Malhangalene, aos cuidados dos padres do Verbo Divino, comemorou seu jubileu. Uma belíssima missa deu início às festividades, onde pôde-se admirar um coro magnífico, capaz de competir com os melhores do país. Seguiu-se a procissão com a imagem do padroeiro, acompanhada pelos celebrantes principais da solenidade: o Bispo auxiliar de Maputo, Dom João Carlos, e o bispo emérito Dom Januário, primeiro pároco desta paróquia, seguidos dos sacerdotes verbitas, de muitos religiosos e religiosas e de grande número de fiéis.

Esta cerimônia faz-nos pedir a Deus que proteja a Igreja de Moçambique, dando a ela contínua expansão e crescimento.

Corpus Christi em Maputo, em Roma e no mundo

Deus é infinitamente poderoso, mas não nos pode dar mais;

é infinitamente sábio,mas não sabe nos dar mais;

é infinitamente rico, mas nada mais tem para nos dar, 

porque, na Sagrada Comunhão, Ele Se tem dado todo a nós.

(Santo Agostinho)

 

Maravilhoso pensamento de Santo Agostinho. Realmente, imaginemos alguém que tivesse convivido com o Divino Mestre, e O visse  ser elevado aos Céus, no dia da Ascensão… bem poderia suplicar-lhe instantemente que não abandonasse os homens.

De fato, ele não nos abandonou: permanece conosco na Sagrada Eucaristia.

O mundo católico celebrou há poucos dias a festa do Santíssimo Corpo de Cristo, a secular procissão de Corpus Christi, ainda conhecida mais popularmente como “festa do Corpo de Deus”. Em Maputo, Moçambique, os Arautos do Evangelho participaram ativamente da procissão arquidiocesana presidida por sua Excia. Revma. Dom Francisco Chimoio, OFM, Arcebispo de Maputo, tocando as músicas em louvor ao Jesus Sacramentado, às quais foram acompanhadas com muito entusiasmo pelo público, religiosos e clero local, etambém organizando o som para toda a longa e concorrida procissão.

Em Roma, como é feito há anos, os Arautos do Evangelho abriram a procissão de Corpus Christi realizada na Cidade Eterna. No fim desta o Papa Francisco esteve presente para a benção.

Não nos deteremos em relembrar aqui as razões históricas e o nascimento desta festa, que deve ser já conhecido por muitos, mas em analisarmos um ponto: em meio à confusão que domina este mundo, não é belo, até diríamos comovedor, saber e constatar que em todas as cidades do mundo, nos quatro continentes da terra, desde a África até a América, houve uma manifestação de fé e entusiasmo religioso como é uma procissão com o Santíssimo Sacramento?

Alguém sem fé tomaria por ridículo tanta pompa para o que ele pensa ser um pedaço de pão branco. Mas ele mesmo deveria inclinar-se e admitir que se, para milhões de pessoas, há tanto respeito, tanta adoração, que pode ser levada até o desejo do sacrifício e do holocausto por amor a isso que ele despreza, é porque essa religião é verdadeira, e a única solução para os males modernos.

Pensemos nisso; ajudará a fé de muitos que podem estar enfraquecidos na sua convicção acerca da santidade e incorruptibilidade da Igreja, e fortalecerá ainda mais os que não se deixam abalar pelas dúvidas.

No orfanato “Casa do Gaiato”

Os Arautos do Evangelho estiveram presentes por duas ocasiões no estabelecimento Católico voltado para o apoio a crianças necessitadas de origem portuguesa “Casa do gaiato”.

A convite da coordenadora religiosa do local, a Irmã Quitéria, proveniente do Brasil e que há 23 anos realiza este trabalho, a fanfarra dos Arautos em Moçambique animou a missa onde foram batizadas 30 meninas educadas e catequizadas pela instituição, no dia 8 deste mês, e no dia 16  realizaram uma apresentação musical, a “volta ao mundo em 7 músicas”, onde foram interpretadas músicas locais, européias e brasileiras às mais de 200 crianças auxiliadas pela intituição, juntamente a seus professores.

Em ambas as ocasiões foram numerosas as manifestações de alegria e entusiasmo das crianças, que deixaou a muitos dos presentes emocionados.

A Obra do Padre Américo, mais conhecida como Casa do Gaiato, é uma instituição particular de solidariedade social com sede em Paço de Sousa (Porto), fundada pelo Padre Américo Monteiro de Aguiar em 1940, e que tem como objetivo acolher, educar e integrar na sociedade crianças e jovens que, por qualquer motivo, se viram privados de meio familiar normal.

A Obra organiza-se em casas onde acolhe rapazes desde a mais tenra infância até cerca dos 25 anos. A população média de cada casa é de 150 rapazes. Tem casas em Portugal, Angola e Moçambique

Alegria da virtude, na juventude!

Esta foto com a qual deparam-se os leitores impressiona já à primeira vista: encanta-nos a alegria e a louçania destes jovens, muitos deles revestidos de um belo hábito religioso. Mais ainda ao sabermos que são jovens da longínqua e misteriosa África, e que se preparam para ingressar na vida religiosa, nos Arautos do Evangelho, e estão passando as férias na sede desta Congregação, durante às quais dedicam-se à oração e ao estudo.

Mas também contrasta com uma idéia muito difundida, porém bastante equivocada a respeito da prática da virtude: diz-se que é uma coisa mais própria aos velhos… que o jovem precisa pensar em coisas mais engraçadas, divertir-se, aproveitar a vida. E que fazer o bem, a gente pensa quando estiver mais perto da morte e do encontro com Deus.

Será isso verdade? A Escritura nos ensina algo bem diferente:

Em certas passagens, nos exorta a procurar a Deus na juventude: “lembra-te de teu Criador nos dias de tua juventude, antes que venham os maus dias” (Ecl 12, 1); em outras, o justo se regozija por ter, desde jovem, posto sua esperança em Deus:“vós sois, ó meu Deus, minha esperança. Senhor, desde a juventude vós sois minha confiança” (Sl 70, 5);“Vós me tendes instruído, ó Deus, desde minha juventude, e até hoje canto as vossas maravilhas” (Sl 70, 17).

Fazer o bem não é um fardo; servir a Deus não é um peso, pois estar na sua amizade é ter a consciência limpa e tranquila, e isso é, como diz o adágio “o melhor travesseiro para dormir à noite”.

Não diz Jesus a nós: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve” (Mt 11, 28-30).

 Se assim é, por que não aceitarmos o leve peso do cumprimento dos mandamentos já na mais tenra idade? Quantas vidas não teriam sido diferentes se tivessem seguido este conselho?

 Loucos são o que pensam o contrário: “Vinde, portanto! Aproveitemo-nos das boas coisas que existem! Vivamente gozemos das criaturas durante nossa juventude!” (Sb 2, 6)

Assim os condena a Escritura: “Eis o o que pensam, mas enganam-se, sua malícia os cega: eles desconhecem os segredos de Deus, ( Sb 2,21)

 Incentivemos a juventude, onde seja e na idade que seja, à pureza de costumes, à oração, ao serviço de Deus, estaremos assim fazendo um enorme bem. Pois “Como achará alguém na velhice aquilo que não tiver acumulado na juventude? (Eclo 25, 4)

 

Vinde, Maria, e reinai sobre Moçambique!

Quem não se sentiria honrado em poder receber em sua casa uma rainha? E ainda mais, poder coroá-la dentro da própria casa, oferecendo esse gesto como pedido de proteção e amparo? Muito mais ainda se esta rainha não fosse uma soberana qualquer, mas a rainha dos homens, dos anjos, do universo e do próprio céu!

Ora, ensina o glorioso santo mariano São Luis Maria Grignion de Montfort que “Maria é a Rainha do céu e da terra, pela graça, como Jesus é o Rei por natureza e conquista. Ora, como o reino de Jesus Cristo compreende principalmente o coração ou o interior do homem, conforme a palavra: “O reino de Deus está no meio de vós” (Lc 17, 21), o reino da Santíssima Virgem está principalmente no interior do homem, isto é, em sua alma, e é principalmente nas almas que ela é mais glorificada com seu Filho, do que em todas as criaturas visíveis, e podemos chamá‑la com os santos a Rainha dos corações” (Tratado da Verdadeira devoção à Ssma. Virgem, n.38).

Bem aventurados aqueles que se colocam sob a realeza de Maria, a mais santa e mais bondosa das soberanas! Que maravilha fazer-se seu súdito!

E essa maravilha foi realizada na Paróquia de Nossa Senhora da Assunção, no bairro da Liberdade. Os revmos. Sacerdotes da Consolata, Pe. Fábio e Pe. Tavares, assentiram que os Arautos do Evangelho levassem a imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria e fosse solenemente coroada nas duas missas dominicais do dia 11 de maio, antecipando assim a comemoração da aparição de Nossa Senhora em Fátima no dia 13 de maio de 1917.

O público presente externou todo o seu amor pela Mãe de Deus e Rainha dos corações, com brados, cânticos e gestos de devoção junto a sua imagem após o término de ambas missas, celebradas pelo Revmo. Pe. Arão Mazive, EP.

Agradeçamos a Deus por ter dado ao povo moçambicano esse filial afeto para aquela que é a “Consoladora dos aflitos, refúgio dos pecadores a auxílio dos cristãos”, sinal evidente da enorme predileção de Deus por ele!

Olha a Estrela, invoca Maria!

Quem nunca teve dificuldades, passou por problemas ou aflições? Sabemos que o sofrimento está presente na vida de todos os homens, em todos os lugares e de todos os séculos. Cada um de nós poderá recordar-se agora mesmo dos seus, talvez os de ontem ou mesmo de hoje.

É impossível então escapar do sofrimento? É o que muitos se perguntam, e infelizmente, tentam encontrar a resposta nas mais desvairadas soluções: para alguns, será fazer fortuna; outros entregar-se-ão aos prazeres desenfreadamente ; muitos correrão atrás da fama e do prestígio. Todos terminarão frustrados e descontentes, pois como diz a Escritura: Vi tudo o que se faz debaixo do sol, e eis: tudo vaidade, e vento que passa”. (Ecl 2, 14)

Bem, estaremos então fadados a vergar sob o peso da lei da dor? Não, pois Deus é nosso Pai amorosíssimo e não quer ver seus filhos acabrunhados e sem saída diante dos problemas da vida.

A Igreja Católica nunca ensinou seus filhos a fugir do sofrimento, nem prometeu-lhes curar todas as suas enfermidades ou, num toque de mágica, acabar com todos os seus problemas. Ela sempre ensinou algo de muito melhor: saber enfrentar o sofrimento e tirar dele todo o proveito possível para a salvação.

Por isso ensina Ela que há sim uma forma de alívio para qualquer dificuldade, seja de ordem moral ou material: olhar para o alto! Olhar para Aquela que nos foi dada por Deus para ser nossa advogada e protetora: Maria Santíssima.

É por esta razão que uma das principais atividades dos Arautos do Evangelho em todo o mundo consiste em difundir a devoção a Ela, nossa guia nos caminhos difíceis, luz de nossos olhos em meio às trevas deste mundo, a esperança para chegar ao porto seguro da eternidade feliz!

Em Moçambique, como vemos nas fotos, muitas famílias têm solicitado a visita da imagem peregrina do Imaculado Coração de Maria, sendo com isso enormemente consoladas e fortalecidas. Semanalmente são visitadas diversas casas por membros dos Arautos, que rezam o terço com as famílias, fazem um pequeno cerimonial de coroação de Nossa Senhora nas casas e cantam músicas marianas.

Assim, estas famílias têm seguido o sublime conselho dado em forma de prece por um Doutor Marial inigualável, que de tal forma cantou as doçuras de Maria que recebeu da Igreja o título de Doutor Melífluo:São Bernardo de Claraval:

 Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.

 Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.

Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria

Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria

Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despencar no abismo do desespero, pensa em Maria

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria

Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dela, não negligencies os exemplos de sua vida. 

Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nela, evitarás todo erro. 

Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim”.

 

Trinta batismos no Sábado Santo

Era impossível não contagiar-se com a alegria dos moçambicanos na Capela. Músicas jubilosas, decorações festivas, batizandos revestidos com as mais belas roupas brancas, padrinhos engalanados ao lado de seus afilhados. E sobretudo uma felicidade irradiante estampada na fisionomia de todos. Tudo concorria para tornar a cerimônia do Sábado Santo solene e cheia de graças.

Não podia ser diferente. Ademais de ser a Vigília de Páscoa, máxima festa para os católicos, trinta jovens estavam para ingressar na fileira para tornarem-se novos filhos  de Deus, membros da Santa Igreja, herdeiros do céu!

E realmente, era sensível o quanto Deus estava comprazido com aquilo. A cada batismo feito pelo Revmo. Pe. Arão Otílio Gabriel Mazive, EP, via-se uma luz resplandecer na face dos que foram batizados. 

Os Arautos do Evangelho estiveram presentes na cerimônia, encarregando-se do canto do precônio pascal e do cerimonial.

Celebração da Paixão do Senhor

“Sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, mas pelo precioso sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo e que nos últimos tempos foi manifestado por amor de vós” (1 Pd 1, 18).

 Neste curto trecho de uma epístola do Príncipe dos Apóstolos, sentimos quanto já nos primórdios da Igreja, nutriam os primeiros cristãos um profundo respeito e veneração pelo gesto sublime, heróico e amorosíssimo da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo para resgatar o gênero humano.

 Canto do evangelho da Paixão pelos Arautos do Evangelho de MoçambiqueEle, na sua infinita santidade, não tinha nenhuma necessidade de encarnar-Se; poderia mesmo redimir e perdoar o gênero humano sem ter-Se feito homem; encarnando-Se, não precisava sofrer padecimentos tão cruéis para nos salvar; um ato de sua vontade infinitamente perfeita e preciosa seria mil vezes suficiente para resgatar mil humanidades.

 Estava, porém, nos sapiencialíssimos e insondáveis desígnios da Trindade Santíssima que o Verbo de Deus se fizesse homem, tomando um corpo “em tudo semelhante ao nosso, exceto no pecado” (Hb 4,15), e suportasse tudo quanto suportou a fim de pagar a dívida que possuíamos com a justiça divina. Insondável mistério de amor!

 Passarem-se dois mil anos deste acontecimento. Com os anos e os séculos, escoaram-se gerações e gerações de homens e mulheres; as civilizações sucederam-se, muitas vezes umas sobre as ruínas das outras; os costumes mudaram, para bem ou para mal. Mas uma coisa não foi possível, e nem o será, acontecer: apagar na memória dos homens e dos povos esse ato de supremo amor de um Deus por sua criatura, ludibriada pela vil serpente e manchada pelo pecado. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seu amigo” (Jo 15, 13), afirmou Aquele que se tornaria o máximo exemplo disso que pregara.

 Sabiam disso aqueles que crucificavam o Divino Cordeiro? Provavelmente não. Sabia, contudo, Aquela que estava de pé, junto à cruz de seu adorável Filho, a quem Ela consentira que fosse entregue para ser imolado. Sabia Ele mesmo. Sabia que em lugares naquele então distantes e desconhecidos como a África, um dia, o estandarte de sua Cruz, que ele transformara de símbolo de ignomínia em lábaro de glória, seria ali cravado por missionários, e que sua Palavra lá germinaria.

 Vejamos as fotos da cerimônia da Sexta –Feira da Paixão realizada em Moçambique, com o auxílio dos Arautos do Evangelho. Não tocam o fundo de nossas almas essas cenas?

Semana Santa em Moçambique

 

Na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Ressurreição estão centradas a fé da Igreja Católica, Apostólica e Romana. Foi ao morrer na cruz que Ele “morreu uma vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus” (1 Pe 3, 18), destruiu o império de Satanás sobre as almas e, de seu lado aberto na cruz, fez surgir a Santa Igreja.

Com a sua Ressurreição, ele comprou a nossa vitória sobre a morte, como afirma tão belamente São Paulo: “Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão. Cada qual, porém, em sua ordem: como primícias, Cristo; em seguida, os que forem de Cristo, na ocasião de sua vinda” (1 Cor 15, 23).

É natural e mesmo louvável que o ambiente e o tempo que antecede as cerimônia do Tríduo Pascal, por onde a liturgia católica atualiza as graças dispensadas nestes fatos históricos, seja preparada com todo o esmero, para assim predispor melhor as almas a receber tais benefícios espirituais, únicos no ano.

 Isso, vemos com alegria ser efetuado em todo o orbe terrestre. Em todas as igrejas do mundo o Tríduo Pascal é anelado com expectativa amorosa, com um santo afã pelos fiéis, que se empenham em realizar atos que ajudem a piedade dos que dele participarão.

 Em Moçambique, os Arautos do Evangelho deitaram seus esforços para atender ao desejo dos moçambicanos, ávidos de tais celebrações. Como preparação ao Tríduo Pascal, realizaram uma encenação da Paixão de Jesus Cristo para os fiéis da comunidade São Pedro e São Paulo, da Paróquia Sagrada Família da Machava, que lotaram o pátio da Capela a fim de poder presenciar as cenas que relembravam as dores de Cristo, desde a sua agonia no horto até a crucifixão.

 Os leitores ainda poderão acompanhar mais uma vez as graças concedidas por Nossa Senhora nas cerimônias subsequentes, vendo os próximos artigos…

Domingo de Ramos em Maputo

No domingo de Ramos, na Arquidiocese de Maputo, procederam-se às festividades próprias da solenidade. Os Arautos do Evangelho puderam estar presentes em três procissões distintas: na procissão arquidiocesana dos jovens, presidida pelo Exmo. Arcebispo de Maputo, Dom Francisco Chimoio, e concelebrada por muitos sacerdotes da Arquidiocese, animando a cerimônia com a banda, e nas comunidades São Pedro e São Paulo e São José, ambas na Paróquia Sagrada Família da Machava, localizadas no bairro Nkobe, onde, apesar das chuvas que se abateram durante a semana, o público compareceu em peso para a cerimônia. O Pe. Wagner Morato, EP e O Pe. Arão Mazive, EP, presidiram estas duas celebrações.

Agora, analisemos o que se passou neste dia: toda a Igreja Católica, em todo o orbe terrestre, mesmo na África, em Moçambique, lugar naquela época totalmente desconhecido, repetia o gesto do povo judeu de dois mil anos atrás. Não tem isso um significado mais profundo para nossa vida?

“No dia seguinte, uma grande multidão que tinha vindo à festa em Jerusalém ouviu dizer que Jesus se ia aproximando. Saíram-lhe ao encontro com ramos de palmas, exclamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor, o rei de Israel!” (JO 12, 12-13).

Nosso Senhor Jesus Cristo, Verbo Eterno de Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai; vemo-Lo em seu nascimento posto em uma manjedoura, tendo por aquecimento o calor de animais, e por abrigo uma pobre e fria gruta.

Belíssimo exemplo de pobreza. Porém, era apenas isso que Ele vinha nos ensinar? Deus feito homem, esse Alguém eterno deveria passar sua existência nas brumas do esquecimento e do anonimato?

Muito pelo contrário, Ele quis ser aclamado como rei de Israel; não fugiu destes louvores -embora soubesse serem passageiros e sem raízes- porque era necessário que os homens O exaltassem. E àqueles que tinham a visão obnubilada pela inveja e pelo egoísmo, desejando que a sublime figura de Jesus fosse vista apenas como a do “filho do carpinteiro”, insistindo com Ele para que mandasse parar as aclamações, receberam essa acerba e dura repreensão: “Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras!” (Lc 19, 40)

Também um magnifíco exemplo para nós: devemos aclamar a Jesus com todas as nossas forças como Rei e Senhor, fazer da Pessoa adorável d’Ele o centro de toda a vida pessoal, social e religiosa, proclamando bem alto sua vitória sobre o demônio, o pecado e a morte.

 

O Domingo de Ramos – Mons. João Clá Dias

A seguir transcrevemos alguns pensamentos de Mons. João Scognamiglio Clá Dias, em sua obra “O inédito sobre os Evangelhos”, sobre o Domingo de Ramos, que celebraremos no fim desta semana.

Triunfo prenunciativo da glória da Ressurreição

“Jesus quis que sua Paixão, cujo ápice se deu no Calvário, fosse marcada pelo triunfo já na abertura, antecipando a glória da Ressurreição que viria depois.

À vista deste contraste, podemos ficar surpresos: como a Igreja combina ambos aspectos nesta circunstância?

O primeiro aspecto desta celebração nos ensina o quanto é uma falha conceber a Redenção operada por Nosso Senhor centrando-se só na dor. Também, e talvez principalmente, ela comporta o gáudio da Ressurreição, pois, se os padecimentos de Jesus se estenderam da noite de Quinta- Feira até a hora nona de Sexta- Feira,(…) o período de glória prolongou-se por quarenta dias, aqui na Terra,  e permanece por toda a eternidade no céu.

[Por isso], Nossa Senhora, embora cheia de dor e com o coração transpassado por uma espada (cf. Lc 2, 35) não desfaleceu, porque guardava no fundo da alma a certeza de que seu Filho ressuscitaria.

A maldade humana vinga-se do bem recebido

“Vemos o povo contente e reconhecendo autêntica e sinceramente estar ali, de fato, o Messias. Contudo, não de forma profunda, mas superficial e carente de raízes… Se hoje Jesus foi recebido com honras, dentro de alguns dias essa mesma multidão estará na praça, diante do Pretório, preferindo Barrabás Àquele que antes acolhera com regozijo, e gritando ‘seja crucificado!’.

Por quê? Pelo ódio dos que não querem aceitar o convite para uma mudança de vida (…) Quantos milagres! Quantos benefícios! Paralíticos que andam, surdos que ouvem, cegos que veem, mortos que ressuscitam… tudo realizado por aquelas mãos adorabilíssmas que logo iriam ser atravessadas por cravos horríveis! Eis a lei da natureza humana concebida no pecado, quando recusa a graça de Deus!

Não devemos colocar nossa esperança no mundo

Assim, a Paixão de nosso Divino Redentor deixa uma lição para nós: aqueles que, por princípios mundanos, têm como ideal obter o aplauso, colocando sua esperança na aprovação dos homens, erram, porque comentem a loucura de escolher para si uma situação instável (…) A Paixão do Senhor nos mostra, de maneira eloquente, o quanto é preciso pôr nosso empenho em servi-Lo, pouco nos importando se nos atacam ou nos elogiam, mas, isto sim, se Lhe agradamos com a nossa forma de proceder.

 Per crucem ad lucem! Pela cruz, chega-se à luz!

 Contrariamente à quimera sugerida por certa mentalidade muito alastrada, não é possível abolir a cruz da face da Terra, pois, em geral, todo ser humando sofre. (…)

A dor é nossa companheira e só deixara de existir no Paraíso Celeste. É imprescindível ao homem, portanto, compreender o verdadeiro valor do sofrimento, pois uma impostação equivocada perante ele leva alguns a caírem no abatimento; outros, a revoltar-se contra a Providência; outros – quiça a maioria- a querer se esquivar de carregar a própria cruz. (…) Compenetremo-nos que a dor encerra inúmeros benefícios para nossa salvação.

O combate do católico é a sua glória

A lição da Liturgia neste início de Semana Santa deve ser guardada na lembrança até o nosso último suspiro: somos combatentes! Não fomos feitos para apoiar aqueles que põem sua esperança no mundo, mas para defender Nosso Senhor Jesus Cristo (…).

Nesta Semana Santa, unamo-nos a Nosso Senhor Jesus Cristo e façamos companhia a Nossa Senhora nas dores que ao longo dos próximos dias vão se descortinar diante de nossos olhos, com a certeza da glória que atrás delas espera para se manifestar.

Verdadeira amizade, grande tesouro

Inúmeros e belos louvores tece a escritura a respeito do bom amigo, aquele que, nas horas alegres ou tempestuosas, está ao lado daquele por quem tem afeto e consideração, amparando-o e auxiliando-o a cumprir sua missão: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo” (Eclo 6, 14-17).

Infelizmente, quantas amizades do mundo de hoje são sinceras? Raras são aquelas desinteressadas, com as quais podemos contar nos momentos de angústia, como elogia a Escritura: “O amigo não se conhece durante a prosperidade, mas é na desgraça que se pode reconhecê-lo” (Eclo 12, 8,9), pois “o amigo ama em todo o tempo; na desgraça, ele se torna um irmão” (Pr 17,17).

 E por que isso sucede? Por que as amizades não são fundamentadas em Deus, não tem a Santa Igeja como a seiva da qual elas se alimentam; são baseadas no puro amor próprio, ou, quando muito, em sentimentos.  Fossem elas guiadas pelo amor a Deus, seriam fortes, sólidas e estáveis, visto que não levariam em consideração seus próprios egoísmos.

Graças a Deus, bons amigos cheios de piedade e amor a Deus não faltam aos Arautos do Evangelho em todo o mundo. Em Moçambique, quantas boas almas que, desde o nascimento desta obra aqui, acompanharam, apoiaram, até mesmo se sacrificaram para que ela florescesse. Algumas destas amigas estiveram em nossa sede. Nos conhecem desde os primórdios dos Arautos na África. Puderam ver quanto a obra tem crescido e se multiplicado, e ficaram jubilosas pelo que viram.

E os Arautos puderam mais uma vez demonstrar também sua amizades e gratidão por elas, comprovando assim que “ o azeite e o incenso alegram o coração;  a bondade de um amigo consola a alma” (Pr 27, 6).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O rei da selva!

 Não há ninguém que nunca tenha ouvido dizer que o leão é o “rei dos animais”, ou o “rei da selva”. Entretanto, muitos não sabem explicar bem o porque.

Dentre todos os animais criados por Deus, há um que representa a força majestosa, a agilidade no ataque, a ferocidade em defender seus filhos e seu território, aquele que tem um porte imponente e altivo, ao lado de um grande carinho por sua família. Parece com um rei.

O leão é encontrado em três continentes: África, Europa e Ásia. Porém, a grande concentração atual de leão ocorre nas savanas africanas. Carnívoro e caçador, um leão de grande porte pode comer até 35 quilos de carne em apenas um dia. As fêmeas são responsáveis pela caça e cuidado dos filhotes, enquanto os machos são encarregados de proteger o grupo dos animais maiores.

Existem várias espécies de leões, porém as mais conhecidas são: leão-sul- africano, leão-do-atlas, leão-asiático, leão-do-cabo e leão-senegalês.  Podem atingir até 55 km/h, porém conseguem percorrer pequenas distâncias.

Como vimos, o leão está muto ligado a África, continente cheio de encantos e mistérios, e vivendo nestas terras, torna-se um objeto da constante atenção de viajantes do mundo inteiro, que querem observar – não sem extremo cuidado e precaução – como é este “rei da selva africana”. Por isso quisemos colocar algumas fotos inéditas em nosso blog para saciar a curiosidade daqueles que ainda não se aventuraram a vir na África a fim de vê-lo pessoalmente.

Não podemos, contudo, terminar esse artigo sem apresentar uma lição aos nossos leitores: Nosso Senhor Jesus Cristo é muitas vezes comparado com o Cordeiro, é chamado “o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo”. Isso é lindíssimo, porém não podemos esquecer que ele também é comparado com o leão, é chamado “o Leão de Judá”. Isso para mostrar o quanto n’Ele concentram-se e harmonizam-se perfeitamente as virtudes mais opostas.

Esse é o estado de espírito que deve animar todo católico, filho De Nosso Senhor: uma bondade e cordura incomensuráveis para com todos, mas a firmeza e a coragem do leão para trabalhar pela Santa Igreja Católica e defendê-la.